FIM DE FÉRIAS
É oficial! Estou nos minutos de prorrogação das férias...
Ficam mais cinco boas sugestões de filmes:
- "DIAMANTE DE SANGUE" (2006), DIR.: EDWARD ZWICK
- "MATCH POINT" (2005), DIR.: WOODY ALLEN
- "MENINA DE OURO" (2004), DIR.: CLINT EASTWOOD
- "EM BUSCA DA TERRA DO NUNCA" (2004), DIR.:MARC FOSTER
- "ÚLTIMO TANGO EM PARIS" (1972), DIR.: BERNARDO BERTOLUCCI
Haveria comentários sobre cada um desses filmes, mas acho que vocês poderiam fazer isso melhor do que eu. De minha parte, encerro por aqui...
Nos vemos.
sábado, 24 de julho de 2010
quinta-feira, 22 de julho de 2010

Já há algum tempo tenho tentado entender os efeitos da literatura em mim. Ao final da releitura desse intrigante - desculpem-me a incompetência por não achar os adjetivos mais precisos; vocês hão de convir que não é uma tarefa muito fácil para a obra de Franz Kafka - romance, talvez eu já consiga arriscar algumas descrições.
Como não deve ter sido muito difícil imaginar, na semana passada, quando assisti a "Invictus", fiquei muitíssimo emocionado. Todos os questionamentos que aquela obra me provocou foram resolvidos numa descarga excepcionalmente forte de emoção.
Mas e agora? Agora que termino a leitura de um dos livros mais importantes da história da literatura? Minha resposta, ainda que apressada e sem o devido afastamento das paixões humanas: isso que estou sentindo vai me influenciar por dias a fio, talvez por meses...
Josef K. precisava ser processado por um tribunal imaginário para ter a sua autoconsciência despertada. Seus 365 dias de processo revelaram nele e pra ele uma profundidade psicológica, provocadora de auto-constestações - que nem uma vida inteira de análise ou reconhecimento social lhe dariam.
Os quase-casos amorosos que teve ao longo da narrativa, bem como as figuras intrigantes que encontrou com o objetivo de ver o seu caso resolvido, livraram-no dos procedimentos padrões que temos para a viver a vida e colocaram na sua frente o desafio paralisador que é o mergulho no seu prórpio "Eu".
Na medida do possível, tentei manter a postura de um leitor analítico, mais preocupado com o entendimento do que com as sensações. No capítulo nono, contudo, quando K. adentra a catedral, fui tomado de assalto por uma suspensão grave.
Tornei-me Josef K., preocupado em analisar momentos estratégicos de minha vida em que busquei por soluções aparentes para meus conflitos existenciais. Não é difícil imaginar que li e reli a história contada pelo sacerdote tentando encontrar em alguma brecha do simbólico a resposta para - como diria Douglas Adams - a vida, o universo e tudo o mais... Não achei.
Estou tão sem conclusões, como ainda permanecem os manuscritos de Kafka, e, honestamente, por conta das ausências de descargas emotivas - tão comuns ao univeso do cinema - devo continuar assim por um bom tempo...
Nos vemos.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Notícias...
Alexandre: conta aqui pra gente: o que você fez nessas férias?
Alexandre: Olha... diferentemente de outras férias, nas quais eu me programava para uma viagem ou organizava várias atividades, essas eu não planejei nada. Fui como elas foram...
Alexandre: Você fez algo de especial?
Alexandre: Sim! Quase tudo foi especial! Mesmo sem os planos - evidentemente prévios -, acabei indo a dois lindíssimos casamentos de pessoas abençoadas, passei um final de semana em uma chácara incrível e fiquei largadamente na minha casa...! Acho que as férias não poderiam ter sido melhores...
Alexandre: E o que você está fazendo agora?
Alexandre: Falando com você... hahahaha... tô brincando... Ah... tô na pré-temporada para volta ao trabalho.
Alexandre: Que chato...
alexandre: Nem, não... acho ótimo. No meu caso, a volta ao trabalho coincide com a volta às aulas. Meu trabalho de preparação consiste em estar ainda mais perto do Machado, do Kafka, do Graciliano e companhia limitada...
Alexandre: Que chato...
Alexandre: É... não vou discutir com você. Cada um o seu quadrado, né...
Nos vemos.
Alexandre: conta aqui pra gente: o que você fez nessas férias?
Alexandre: Olha... diferentemente de outras férias, nas quais eu me programava para uma viagem ou organizava várias atividades, essas eu não planejei nada. Fui como elas foram...
Alexandre: Você fez algo de especial?
Alexandre: Sim! Quase tudo foi especial! Mesmo sem os planos - evidentemente prévios -, acabei indo a dois lindíssimos casamentos de pessoas abençoadas, passei um final de semana em uma chácara incrível e fiquei largadamente na minha casa...! Acho que as férias não poderiam ter sido melhores...
Alexandre: E o que você está fazendo agora?
Alexandre: Falando com você... hahahaha... tô brincando... Ah... tô na pré-temporada para volta ao trabalho.
Alexandre: Que chato...
alexandre: Nem, não... acho ótimo. No meu caso, a volta ao trabalho coincide com a volta às aulas. Meu trabalho de preparação consiste em estar ainda mais perto do Machado, do Kafka, do Graciliano e companhia limitada...
Alexandre: Que chato...
Alexandre: É... não vou discutir com você. Cada um o seu quadrado, né...
Nos vemos.
terça-feira, 13 de julho de 2010
UP - ALTAS AVENTURAS
Eu acho que estamos numa nova era das animações. Não adianta colocar uns animais falando, algumas músicas e um vilão pseudo-assustador. As animações precisam ser tão reais quanto nós somos - pelo menos quando simulam o subjetivo humano.
Este filme faz isso, com bastante precisão!

Nos vemos.
Eu acho que estamos numa nova era das animações. Não adianta colocar uns animais falando, algumas músicas e um vilão pseudo-assustador. As animações precisam ser tão reais quanto nós somos - pelo menos quando simulam o subjetivo humano.
Este filme faz isso, com bastante precisão!

Nos vemos.
INVICTUS
Assisti à final da copa do mundo! Não foi a final da copa do mundo de futebol, de 2010, entre Espanha e Holanda... Foi a final da copa de Rugby, entre África do Sul e Nova Zelândia, de 1995.
Talvez tenha sido entre todas as finais de todos os esportes a que eu já assisti, a melhor!
Que conste aqui o meu muito obrigado a Clint Eastwood e a toda sua equipe por cada um dos segundos das mais de duas horas de filme!

Nos vemos.
Assisti à final da copa do mundo! Não foi a final da copa do mundo de futebol, de 2010, entre Espanha e Holanda... Foi a final da copa de Rugby, entre África do Sul e Nova Zelândia, de 1995.
Talvez tenha sido entre todas as finais de todos os esportes a que eu já assisti, a melhor!
Que conste aqui o meu muito obrigado a Clint Eastwood e a toda sua equipe por cada um dos segundos das mais de duas horas de filme!

Nos vemos.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Os intocáveis

Lindo! O filme é cirurgicamente perfeito. Sean Connery oferece-nos algo que milhares não conseguiram nos dar nessa copa: uma personagem de quem gostar!
E, embora seja difícil que vocês acreditem em mim, não planejei apenas filmes de máfia. Eles estão vindo por um arranjo cósmico. Alguns filmes escolho de uma lista pessoal e todos os outros ou são referências de jornais ou revistas ou são indicações do simpático senhor que administra a locadora onde alugo.
De toda forma, caso eu venha me tornar íntimo dele, já sei o que dar de presente de aniverário...
Nos vemos.
ps: o próximo será "Os bons companheiros"... mais máfia!!!!

Lindo! O filme é cirurgicamente perfeito. Sean Connery oferece-nos algo que milhares não conseguiram nos dar nessa copa: uma personagem de quem gostar!
E, embora seja difícil que vocês acreditem em mim, não planejei apenas filmes de máfia. Eles estão vindo por um arranjo cósmico. Alguns filmes escolho de uma lista pessoal e todos os outros ou são referências de jornais ou revistas ou são indicações do simpático senhor que administra a locadora onde alugo.
De toda forma, caso eu venha me tornar íntimo dele, já sei o que dar de presente de aniverário...
Nos vemos.
ps: o próximo será "Os bons companheiros"... mais máfia!!!!
Os embalos de sábado à noite não animaram muito a minha quarta

Depois de rever John Travolta em Pulp Fiction, fiquei com muita vontade de vê-lo dançando de verdade. Recorri a um filme que nunca havia visto e sempre é citado como um clássico de uma geração.
O filme, contudo, depois de suas duas horas de duração, me pareceu horrível...
Perdoem-me, os entendidos, a minha vivão anacrônica. Mas mesmo com as dezenas de passo de Travolta a ausência de um bom enredo torna o filme uma verdadeira chatice...
Nos vemos.

Depois de rever John Travolta em Pulp Fiction, fiquei com muita vontade de vê-lo dançando de verdade. Recorri a um filme que nunca havia visto e sempre é citado como um clássico de uma geração.
O filme, contudo, depois de suas duas horas de duração, me pareceu horrível...
Perdoem-me, os entendidos, a minha vivão anacrônica. Mas mesmo com as dezenas de passo de Travolta a ausência de um bom enredo torna o filme uma verdadeira chatice...
Nos vemos.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Amaro, de resolução feita, envia o seguinte bihete ao Cônego Dias, seu cúmplice cotidiano.
"Meu caro padre-mestre. - Treme-me a mão ao escrever estas linhas. A infeliz morreu. Eu não posso, bem vê, e vou-me embora, porque, se aqui ficasse, estalava-me o coração. Sua excelentíssima irmã lá estará tratando do enterro... Eu, como compreende, não posso. Muito lhe agradeço tudo... Até um dia, se Deus quiser que nos tornemos a ver. Por mim conto ir para longe, para alguma pobre paróquia de pastores, acabar meus dias nas lágrimas, na meditação e na penitência. Console como puder a desgraçada mãe. Nunca me esquecerei do que lhe devo, enquanto tiver um sopro de vida. E adeus, que nem sei onde tenho a caebça. - Seu amigo do C. - Amaro Vieira."
"P.S." - A criança morreu também, já se enterrou".
[O crime do padre amaro, Eça de Queirós]
A TV não para de noticiar. O goleiro Bruno e o Padre Amaro acabam de ser levados à delegacia de homicídios.
Nos vemos.
"Meu caro padre-mestre. - Treme-me a mão ao escrever estas linhas. A infeliz morreu. Eu não posso, bem vê, e vou-me embora, porque, se aqui ficasse, estalava-me o coração. Sua excelentíssima irmã lá estará tratando do enterro... Eu, como compreende, não posso. Muito lhe agradeço tudo... Até um dia, se Deus quiser que nos tornemos a ver. Por mim conto ir para longe, para alguma pobre paróquia de pastores, acabar meus dias nas lágrimas, na meditação e na penitência. Console como puder a desgraçada mãe. Nunca me esquecerei do que lhe devo, enquanto tiver um sopro de vida. E adeus, que nem sei onde tenho a caebça. - Seu amigo do C. - Amaro Vieira."
"P.S." - A criança morreu também, já se enterrou".
[O crime do padre amaro, Eça de Queirós]
A TV não para de noticiar. O goleiro Bruno e o Padre Amaro acabam de ser levados à delegacia de homicídios.
Nos vemos.
Não é possível!
Acho que ninguém consteta Al Pacino. Se tivesse feito apenas a trilogia The Godfather, já estaria absolutamente garantido entre os grandes da história do cinema.
Ninguém questiona férias também.
Peguei Scarface para ver, como parte do projeto férias clássicas... No meio do fime, mais precisamente com 1h24min33s, o DVD enroscou. Não é possível!

Pior: o filme é tão bom que eu estava disposto a terminar de assisti-lo, mesmo se o jogo entre Alemanha e Espanha começasse...
Bem... esperemos eu conseguir uma outra cópia do filme...
Nos vemos.
Acho que ninguém consteta Al Pacino. Se tivesse feito apenas a trilogia The Godfather, já estaria absolutamente garantido entre os grandes da história do cinema.
Ninguém questiona férias também.
Peguei Scarface para ver, como parte do projeto férias clássicas... No meio do fime, mais precisamente com 1h24min33s, o DVD enroscou. Não é possível!

Pior: o filme é tão bom que eu estava disposto a terminar de assisti-lo, mesmo se o jogo entre Alemanha e Espanha começasse...
Bem... esperemos eu conseguir uma outra cópia do filme...
Nos vemos.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Ninguém descobre a pólvora
Estava ouvindo hoje a cantora Kate Nash. Há um tempo, conheci o trabalho dessa cantora inglesa, recomendada por um amigo muito sensível ao som dessas novas e promissoras mocinhas do indie rock. Seu álbum de estreia, "Made of bricks", de 2007, é muito bom!
Hoje, ouvindo um outro disco, "My best friend is you", achei, de verdade, por um bom par de horas, que estava descobrindo ali músicas que talvez a crítica não tivesse dado a devida atenção. São várias boas canções que me faziam perguntar-me por que não ainda não tinha tomado essa mulher como top of mind neste início de século. E pior: achei que fosse um disco há muito lançado e mal ouvido por aí...
Numa consulta rápida, dessas usuais, de google mesmo, veio a descoberta. Estava ouvindo o novo CD dela, recentíssimo. Seu segundo, bom, grande cd. Escutemos! Não é a pólvora definitivamente...

Nos vemos.
Estava ouvindo hoje a cantora Kate Nash. Há um tempo, conheci o trabalho dessa cantora inglesa, recomendada por um amigo muito sensível ao som dessas novas e promissoras mocinhas do indie rock. Seu álbum de estreia, "Made of bricks", de 2007, é muito bom!
Hoje, ouvindo um outro disco, "My best friend is you", achei, de verdade, por um bom par de horas, que estava descobrindo ali músicas que talvez a crítica não tivesse dado a devida atenção. São várias boas canções que me faziam perguntar-me por que não ainda não tinha tomado essa mulher como top of mind neste início de século. E pior: achei que fosse um disco há muito lançado e mal ouvido por aí...
Numa consulta rápida, dessas usuais, de google mesmo, veio a descoberta. Estava ouvindo o novo CD dela, recentíssimo. Seu segundo, bom, grande cd. Escutemos! Não é a pólvora definitivamente...

Nos vemos.
domingo, 4 de julho de 2010
sábado, 3 de julho de 2010
THIS TIME FOR AFRICA

Daqui a pouco a Copa da África vai acabar. Aí, para nós, ocidentais, esqueceremos daquele - desse... deste (?) - continente. Restarão apenas "Os cus de Judas", "Hotel Ruanda" etc.
Precisamos estar focados nessa séria questão. Isso é um grave problema que estou tentando resolver... peraí... deixa eu ver os gols da Alemanha!!!!!!!
Nos vemos.

Daqui a pouco a Copa da África vai acabar. Aí, para nós, ocidentais, esqueceremos daquele - desse... deste (?) - continente. Restarão apenas "Os cus de Judas", "Hotel Ruanda" etc.
Precisamos estar focados nessa séria questão. Isso é um grave problema que estou tentando resolver... peraí... deixa eu ver os gols da Alemanha!!!!!!!
Nos vemos.
sábado, 26 de dezembro de 2009
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Um texto quase clichê
Não consigo pensar em nada que não seja clichê para escrever. A rotina faz da gente pessoas absolutamente banais. Se eu não estivesse tão entregue a ela, talvez conseguisse escrever coisas mais interessantes. Para evitar maiores problemas, portanto, não vou escrever texto nenhum. Evito o clichê e consigo, quem sabe, até ser surpreendente.
Não.
Nos vemos.
Não consigo pensar em nada que não seja clichê para escrever. A rotina faz da gente pessoas absolutamente banais. Se eu não estivesse tão entregue a ela, talvez conseguisse escrever coisas mais interessantes. Para evitar maiores problemas, portanto, não vou escrever texto nenhum. Evito o clichê e consigo, quem sabe, até ser surpreendente.
Não.
Nos vemos.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Uma insônia que faz sonhar
Já fui pra cama meio tarde; acho que às duas. Como chegasse duas e meia e eu ainda não conseguia dormir, tomado por não sei que natureza de ansiedade, resolvi acordar - ainda que não tenha dormido.
Na sala, havia uma porção-parte de uma biblioteca que não era exatamente minha. Na verdade, os livros são de uma amiga minha, em intercâmbio em Buenos Aires neste momento.
Na tarde do dia anterior, havia visto, de relance, entre aqueles vários títulos de literatura, sociologia, política e variados - nem me perguntem sobre estes "variados" - um livro: "Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres". Naquelas alturas da madrugada, não fiz escala em nenhum lugar da casa, fui direto ao livro. Por quê? Pura curiosidade... Já estava bastante impressionado por um episódio, de um seriado da TV Cultura, cujo tema central partia do enredo do livro.

Agora ali, sem sono, completamente refém da vontade de tomar um livro, o livro, nas mãos, comecei a leitura. Não pensei sobre os compromissos do dia seguinte, hoje, nem sobre as leituras que me eram prioritárias. Mergulhei.
E tal qual a Thereza, do seriado, encantei-me pela personagem central da trama, a Lóri, do livro, e também pela Thereza, do seriado, e pelas descobertas da Lóri, do livro, pelas descobertas da Thereza, do seriado, e pelas minhas próprias sensações, de mim, da vida real, na madrugada, lendo, sem a preocupação sobre o tempo,.

Agora, revendo o episódio, do seriado, e pensando nas sensações, no momento da leitura, do livro, peguei-me completamente, de novo, encantado.
Nos vemos.
Já fui pra cama meio tarde; acho que às duas. Como chegasse duas e meia e eu ainda não conseguia dormir, tomado por não sei que natureza de ansiedade, resolvi acordar - ainda que não tenha dormido.
Na sala, havia uma porção-parte de uma biblioteca que não era exatamente minha. Na verdade, os livros são de uma amiga minha, em intercâmbio em Buenos Aires neste momento.
Na tarde do dia anterior, havia visto, de relance, entre aqueles vários títulos de literatura, sociologia, política e variados - nem me perguntem sobre estes "variados" - um livro: "Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres". Naquelas alturas da madrugada, não fiz escala em nenhum lugar da casa, fui direto ao livro. Por quê? Pura curiosidade... Já estava bastante impressionado por um episódio, de um seriado da TV Cultura, cujo tema central partia do enredo do livro.

Agora ali, sem sono, completamente refém da vontade de tomar um livro, o livro, nas mãos, comecei a leitura. Não pensei sobre os compromissos do dia seguinte, hoje, nem sobre as leituras que me eram prioritárias. Mergulhei.
E tal qual a Thereza, do seriado, encantei-me pela personagem central da trama, a Lóri, do livro, e também pela Thereza, do seriado, e pelas descobertas da Lóri, do livro, pelas descobertas da Thereza, do seriado, e pelas minhas próprias sensações, de mim, da vida real, na madrugada, lendo, sem a preocupação sobre o tempo,.

Agora, revendo o episódio, do seriado, e pensando nas sensações, no momento da leitura, do livro, peguei-me completamente, de novo, encantado.
Nos vemos.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
DIÁRIO DE LEITURA II: O APANHADOR NO CAMPO DE CENTEIO
O ORIGINAL, A TRADUÇÃO
Neste semestre que insiste em não começar, o Prof. Dr. Eric Mitchell, do departamento de teoria literária da UNICAMP, dedicará um tempo do curso que oferecerá para estudar a obra de Salinger.
Veja a ementa do curso:
TL509-A - Tópico em Literatura em Língua Inglesa
Teoria Literária - Diurno - 2o semestre de 2009
Descrição: Ao longo do semestre, pretendo examinar obras lidas principalmente por adolescentes americanos do sexo masculino na segunda metade do século 20.
NOTA BENE: A carga de leitura é alta, mas não será difícil se sua leitura em língua inglesa for fluente: um livro a cada duas semanas. A avaliação depende do ensaio que o aluno escreverá sobre cada obra. É vedada a leitura de traduções, que será vista como equivalente a uma cola. (Aliás, é interessante que os alunos que pretendem matricular-se na disciplina comecem a ler os romances durante as férias.)
Programa:
07 de agosto: Introdução
14 e 21 de agosto: Catcher in the Rye
A tradução que tenho em mãos veio a público em 1963, e de responsabilidade de três ex-diplomatas: Álvaro Alencar, Antônio ROcha e Jório Dauster. O professor Eric, contudo, não ficaria nada feliz em saber do meu livro. Tudo bem... não farei este curso. Mas fica o alerta: o mais cedo possível, deveria procurar pelo The catcher in the rye até para comparar com o meu O apanhador...
Nos vemos.
O ORIGINAL, A TRADUÇÃO
Neste semestre que insiste em não começar, o Prof. Dr. Eric Mitchell, do departamento de teoria literária da UNICAMP, dedicará um tempo do curso que oferecerá para estudar a obra de Salinger.
Veja a ementa do curso:
TL509-A - Tópico em Literatura em Língua Inglesa
Teoria Literária - Diurno - 2o semestre de 2009
Descrição: Ao longo do semestre, pretendo examinar obras lidas principalmente por adolescentes americanos do sexo masculino na segunda metade do século 20.
NOTA BENE: A carga de leitura é alta, mas não será difícil se sua leitura em língua inglesa for fluente: um livro a cada duas semanas. A avaliação depende do ensaio que o aluno escreverá sobre cada obra. É vedada a leitura de traduções, que será vista como equivalente a uma cola. (Aliás, é interessante que os alunos que pretendem matricular-se na disciplina comecem a ler os romances durante as férias.)
Programa:
07 de agosto: Introdução
14 e 21 de agosto: Catcher in the Rye
A tradução que tenho em mãos veio a público em 1963, e de responsabilidade de três ex-diplomatas: Álvaro Alencar, Antônio ROcha e Jório Dauster. O professor Eric, contudo, não ficaria nada feliz em saber do meu livro. Tudo bem... não farei este curso. Mas fica o alerta: o mais cedo possível, deveria procurar pelo The catcher in the rye até para comparar com o meu O apanhador...
Nos vemos.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
DIÁRIO DE LEITURA II - O APANHADOR NO CAMPO DE CENTEIO
BUSCA PELO LIVRO
Nem me cansei procurando o livro nas livrarias. Estava decidido a ler o exemplar de algum sebo ou, na pior das hipóteses, iria emprestá-lo em alguma biblioteca pública...
Começamos a busca – minha mãe e eu - em Santo André. Um, dois, três... nada... no sebo em que sempre acho meus livros, encontrei apenas o registro de um Salinger no sistema. No entanto, as atendentes não encontraram o livro. Outro sebo, na avenida Perimetral... decepção. Passei em frente a uma Saraiva, no comércio popular da cidade. Entrei para ver apenas o preço. Caso estivesse acessível... desisti. Lembrei um outro sebo, ali nas proximidades das ruas do centro. Perdi tempo.
Segui para São Bernardo. Lá eu não conhecia muitos sebos, mas precisava apenas de um que contivesse aquilo que eu queria. Num sábado à tarde, isso não deveria ser um Santo Graal...
Primeiro, segundo, terceiro... não estou com sorte. E o que mais me incomodava, apesar de eu saber que era uma casmurrice minha, era que os atendentes pareciam nem ligar para as minhas aflições.
- (...) O apanhador no campo de centeio?
- Não tem.
- Nenhum? – como ele sabe se nem levantou para procurar, consultar no sistema etc.
- Não.
- Obrigado...
Na última loja, já perto das quatro da tarde, entrei, perguntando pelo livro sem um pingo de esperança.
- Olá, boa tarde. Estou procurando por um livro... – não, não, não era um livro... ali no sebo deveria ser bisteca de porco ou tamiflu - O apanhador no campo de centeio?
O senhor atendente foi o mais prestativo possível. Mas eu já estava irritado e comecei a achar até a simpatia dele meio desnecessária.
- Só um momento, por favor...
Um minuto, dois, três, quatro...
- Hum...
Cinco, seis... É não tem.
- Temos. Não aqui. Na minha outra loja, tenho quase certeza que o senhor vai achar. Ela já fechou, mas fique com o nosso cartãozinho e, na segunda-feira, bem cedinho, dá uma ligadinha pra gente.
Clarozinho!
- Claro! – que saco! Na segunda? E até lá eu faço o quê? Vejo Faustão? – Ligo sim! Já pode até deixar reservado...
- 90% de que temos o livro – 10% completamente alinhados com a lei de Murphy de que não tem...
- Tudo bem então... muito obrigado! – este agradecimento foi completamente sincero, afinal, o senhor se esforçou bastante para achar o meu livro.
Na segunda, liguei. Eles de fato tinham. E, para começar bem a semana, a outra loja a qual o senhor se referiu, e onde eu deveria ir buscar o livro, eu já havia visitado no sábado...

Hora de começar a leitura!
OBS: Para aquele que não querem se entregar a cruzadas tão incertas...:

http://www.4shared.com/
Nos vemos.
BUSCA PELO LIVRO
Nem me cansei procurando o livro nas livrarias. Estava decidido a ler o exemplar de algum sebo ou, na pior das hipóteses, iria emprestá-lo em alguma biblioteca pública...
Começamos a busca – minha mãe e eu - em Santo André. Um, dois, três... nada... no sebo em que sempre acho meus livros, encontrei apenas o registro de um Salinger no sistema. No entanto, as atendentes não encontraram o livro. Outro sebo, na avenida Perimetral... decepção. Passei em frente a uma Saraiva, no comércio popular da cidade. Entrei para ver apenas o preço. Caso estivesse acessível... desisti. Lembrei um outro sebo, ali nas proximidades das ruas do centro. Perdi tempo.
Segui para São Bernardo. Lá eu não conhecia muitos sebos, mas precisava apenas de um que contivesse aquilo que eu queria. Num sábado à tarde, isso não deveria ser um Santo Graal...
Primeiro, segundo, terceiro... não estou com sorte. E o que mais me incomodava, apesar de eu saber que era uma casmurrice minha, era que os atendentes pareciam nem ligar para as minhas aflições.
- (...) O apanhador no campo de centeio?
- Não tem.
- Nenhum? – como ele sabe se nem levantou para procurar, consultar no sistema etc.
- Não.
- Obrigado...
Na última loja, já perto das quatro da tarde, entrei, perguntando pelo livro sem um pingo de esperança.
- Olá, boa tarde. Estou procurando por um livro... – não, não, não era um livro... ali no sebo deveria ser bisteca de porco ou tamiflu - O apanhador no campo de centeio?
O senhor atendente foi o mais prestativo possível. Mas eu já estava irritado e comecei a achar até a simpatia dele meio desnecessária.
- Só um momento, por favor...
Um minuto, dois, três, quatro...
- Hum...
Cinco, seis... É não tem.
- Temos. Não aqui. Na minha outra loja, tenho quase certeza que o senhor vai achar. Ela já fechou, mas fique com o nosso cartãozinho e, na segunda-feira, bem cedinho, dá uma ligadinha pra gente.
Clarozinho!
- Claro! – que saco! Na segunda? E até lá eu faço o quê? Vejo Faustão? – Ligo sim! Já pode até deixar reservado...
- 90% de que temos o livro – 10% completamente alinhados com a lei de Murphy de que não tem...
- Tudo bem então... muito obrigado! – este agradecimento foi completamente sincero, afinal, o senhor se esforçou bastante para achar o meu livro.
Na segunda, liguei. Eles de fato tinham. E, para começar bem a semana, a outra loja a qual o senhor se referiu, e onde eu deveria ir buscar o livro, eu já havia visitado no sábado...

Hora de começar a leitura!
OBS: Para aquele que não querem se entregar a cruzadas tão incertas...:

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