Desconexão temporal e sem causa
Por quanto tempo durarão as felicidades eternas? Até ontem podia ser que elas terminassem no amanhã. Mas hoje eu já não tenho uma previsão exata ou um prognóstico razoável. Tentemos, então, aproveitar o tempo que talvez nos é dado como bônus numa luta pela resistência a não existência.
“Durante muito tempo eu me deitei cedo.”
Dúvidas que se colocam ainda numa primeira aula de literatura.
Quem fala essa frase? Que pessoa teria interesse em começar uma história de três mil páginas, escrevendo sobre m fato aparentemente tão banal? “E daí?” perguntaria o egoísta. “Se você deitou cedo durante muito tempo é porque não gostava das novelas da Globo. E isso já é um defeito gravíssimo pra mim. Meu horário mínimo para me recostar é após o depoimento costumeiro que aparece no final de “Páginas da vida”. E todo mundo sabe que isso é pra lá das dez. Mas depois disso, já ta bom. Uma vez ou outra, eu vejo o jog de quarta ou a ‘Grande família’ na quinta. E, mesmo nessas ocasiões, quando me vejo, já dormi. No entanto, nem é mais tão cedo assim...
Mas isso não tem nada a ver. Se eu tivesse que contar uma história de três mil páginas certamente não começaria com a afirmação de um coisa tão banal, não só para não me desagradar, mas também pra não chatear o meu público leitor. Se se deitou cedo, o problema é TEU!
“Durante muito tempo eu me deitei cedo.”
“Lá vem essa mesma história... como senhor explica o teu sono praticamente vespertino?Era maquinista de trem? Apresentava o ‘Bom dia São Paulo’ na rádio? Padeiro, responsável pelo pão da manhã? Porteiro de escola infantil? Quantos anos o senhor já tinha nessa época? Quem deita cedo é velho, hien!!!!!”
“Durante muito tempo eu me deitei cedo.”
“ o senhor deitava e dormia ou ficava na contação de carneirihos? Quando eu era adolescente, metia-me cedo na cama pra ouvir músicas adocicadas pra suspirar por garotas que, supostamente, colocavam-me como o último em que se podia pensar no mundo.
De moleque, era obrigado a deitar cedo; mãe não gostava de ver filho indo com sono pra escola no dia seguinte.”
“Durante muito tempo eu me deitei cedo”
“O sono agora não vem mais, né? São tantas preocupações. É conta, mlher, casa, patrão... quem vai dormir com tanta coisa na cabeça? O melhor mesmo é ver a novela e depois ler um bom livro...”
“Durante muito tempo eu me deitei cedo.”
“Eu nem gosto de ler. Me dá sono, e eu não gosto de trabalhar o dia inteiro, chegar em casa e logo dormir. Preciso aproveitar a família, né...”
“Durante muito tempo eu me deitei cedo.”
Boa noite.
“Durante muito tempo eu me deitei cedo”
[Primeira frase de ‘No caminho de Swan’, primeiro volume de ‘Em busca do tempo perdido de Marcel Proust]
Felicidades eternas e, nos vemos.
terça-feira, 15 de agosto de 2006
sexta-feira, 30 de junho de 2006
“Corredor molhado causa choque em empregada doméstica”
Não serei capaz de escrever um texto cujo o título seja o acima mencionado. Que desespero!
Não, amigo e leitor de blogs. Não insista. O título já concretizou a inexistência do texto. Se fosse qualquer outro...
Poderia escrever um conto de fadas, empregando elementos do teatro Vicentino ou da prosa Machadiana; vislumbraria história de guerras, honra, sexo, paixão e traição; construiria a personagem princesa mais princesa personagem que já se teve notícia. Os animais de tal história, antes mesmo de serem falantes seriam pensantes muito depois de serem galantes. Entretanto o título me subjugou.
Ainda se tivesse ânimo em pensar em soluções lingüísticas... Um bom trabalho de configuração de tempo e espaço, a escolha certa do tipo de narrador – talvez um que oscilasse entre a onipresença e a onisciência, e que participasse mais do que um narrador personagem... Se eu fizesse uma descrição refinada da tríade pessoas-lugares-situações... se eu apresentasse um bom conflito e articulasse de maneira hábil uma solução melhor... Talvez eu ainda pudesse salvar a história, contanto uma estória aprazível.
Por outro lado, muito no entanto do entretanto, inativo pela narrativa que o título me colocou, entrego os dados, a caneta, o papel e tudo o mais que me pedirem.
E mesmo que eu fosse audacioso, astuto, ousado, voz da opressão, megafone de sindicato, power ranger vermelho, ocupante da cadeira nº 1 da academia brasileira de Letras, atacante de frente pro gol sem goleiro, sorteado do torpedão do Faustão, Chuck Norris, Ivete Sangalo no carnaval da Bahia, estante de livros de bibliófilo, ainda que eu falasse a língua dos anjos, escolher entre os espaços que ligam o cômodo de uma casa em dia de faxina e um maratonista suado seria tarefa assaz delicada para acusar o tal corredor molhado que chocou a coitada da, já oprimida pelo social, empregada doméstica.
Felicidades eternas e, nos vemos
Agradecmentos a Dominique.
Amigos, como forma de experimentar mais na internet, estou lançando um novo endereço de blog:
http://maisumapalavra.multiply.com/
Se os interessarem, entrem!!!
Não serei capaz de escrever um texto cujo o título seja o acima mencionado. Que desespero!
Não, amigo e leitor de blogs. Não insista. O título já concretizou a inexistência do texto. Se fosse qualquer outro...
Poderia escrever um conto de fadas, empregando elementos do teatro Vicentino ou da prosa Machadiana; vislumbraria história de guerras, honra, sexo, paixão e traição; construiria a personagem princesa mais princesa personagem que já se teve notícia. Os animais de tal história, antes mesmo de serem falantes seriam pensantes muito depois de serem galantes. Entretanto o título me subjugou.
Ainda se tivesse ânimo em pensar em soluções lingüísticas... Um bom trabalho de configuração de tempo e espaço, a escolha certa do tipo de narrador – talvez um que oscilasse entre a onipresença e a onisciência, e que participasse mais do que um narrador personagem... Se eu fizesse uma descrição refinada da tríade pessoas-lugares-situações... se eu apresentasse um bom conflito e articulasse de maneira hábil uma solução melhor... Talvez eu ainda pudesse salvar a história, contanto uma estória aprazível.
Por outro lado, muito no entanto do entretanto, inativo pela narrativa que o título me colocou, entrego os dados, a caneta, o papel e tudo o mais que me pedirem.
E mesmo que eu fosse audacioso, astuto, ousado, voz da opressão, megafone de sindicato, power ranger vermelho, ocupante da cadeira nº 1 da academia brasileira de Letras, atacante de frente pro gol sem goleiro, sorteado do torpedão do Faustão, Chuck Norris, Ivete Sangalo no carnaval da Bahia, estante de livros de bibliófilo, ainda que eu falasse a língua dos anjos, escolher entre os espaços que ligam o cômodo de uma casa em dia de faxina e um maratonista suado seria tarefa assaz delicada para acusar o tal corredor molhado que chocou a coitada da, já oprimida pelo social, empregada doméstica.
Felicidades eternas e, nos vemos
Agradecmentos a Dominique.
Amigos, como forma de experimentar mais na internet, estou lançando um novo endereço de blog:
http://maisumapalavra.multiply.com/
Se os interessarem, entrem!!!
quarta-feira, 14 de junho de 2006
Há certas coisas que devem ser evidenciadas:
1. um namoro é feito de conversa;
2. política é regida por relacionamentos;
3. brasileiro nunca tá satisfeito com a seleção brasileira;
4. para estudar e aprender é preciso disciplina;
5. dormir mais de oito horas é perda de tempo e de vida;
6. ler é fundamental;
7. teorizar sobre a vida, o universa e tudo mais é melhor do que estudar;
8. beijar é bom;
9. dançar é bom;
10.bolacha é melhor que salgadinho;
11.ninguém lêo jornal inteiro;
12.sair com dois amigos é melhor do que com 10;
13.escrever cartas de amor é fácil; difícil é enviá-las;
14.atualizar blog frequentemente é difícil, apesar da vontade;
15.conversar de madrugada é tudo de bom;
16.brincar faz bem pra alma;
17.amar; pro coração;
18.brigar faz parte dos bons relacionamentos;
19.???????????????????
Felicidades eternas e, nos vemos.
1. um namoro é feito de conversa;
2. política é regida por relacionamentos;
3. brasileiro nunca tá satisfeito com a seleção brasileira;
4. para estudar e aprender é preciso disciplina;
5. dormir mais de oito horas é perda de tempo e de vida;
6. ler é fundamental;
7. teorizar sobre a vida, o universa e tudo mais é melhor do que estudar;
8. beijar é bom;
9. dançar é bom;
10.bolacha é melhor que salgadinho;
11.ninguém lêo jornal inteiro;
12.sair com dois amigos é melhor do que com 10;
13.escrever cartas de amor é fácil; difícil é enviá-las;
14.atualizar blog frequentemente é difícil, apesar da vontade;
15.conversar de madrugada é tudo de bom;
16.brincar faz bem pra alma;
17.amar; pro coração;
18.brigar faz parte dos bons relacionamentos;
19.???????????????????
Felicidades eternas e, nos vemos.
segunda-feira, 22 de maio de 2006
O primeiro encontro
Para melhor distribuição do perfume, sempre passo na mão para que esta faça a exata repartição entre as partes: 15% para as calças, 40% para as camisas e blusas, 40% para pescoço e orelhas e 5% para, nos tempos frios, cachecol.
Todos sabem: o banho deve ser demorado, de água morna, nem quente nem fria... Vale usar todo tipo de produto que estiver dentro do box e, no final, não se pode esquecer de um creme para toda pele e outro para todos os fios de cabelo. Não se preocupem com o nervosismo... passar perfume antes do banho é normal nessas ocasiões.
A escolha da roupa deve ser criteriosa, afinal de contas, ela deve compor com o rosto e as mãos um quadro harmonioso de cores bem balanceadas.
Meu primeiro encontro... momento crucial na vida de um homem! Definimos nele, talvez, até nossa opção sexual. Sofremos desde a escolha certa das palavras erradas para um diálogo sobre o tempo até as centenas de posições as quais nossos braços assumirão encontro estiverem sob as vistas da encontrada.
O primeiro encontro é especial porque ainda tem o pano de fundo da conquista. Entretanto é nele que perdemos o controle da situação para nos deixarmos levar pela emoção. “Será que conquistarei, já que, no mínimo, já estou conquistado? E como farei isso se de nada vale um estrategista de valor no jogo do amor, sendo que fui pulverizado por tal e qual olhar de uma deusa humana?”
O primeiro encontro tem a confortável posição de poder ser o último. Bom para nossa timidez, mal para o coração. Afinal, tornar o primeiro encontro como parte integrante de uma série de muitos é confirmar ser amado ao menos pela primeira vez, dentro de uma seqüência de vezes outras.
O primeiro encontro pode também ser a soma de vários outros: antes amigos, agora namorados; antes namorados para agora, amigos, namorados de novo; antes nada, agora amigos; antes nada, agora namorados...
Meu primeiro encontro... e o teu?
Falem, se não for constrangedor, e deixando de lado a visão induzida orkutiana, do ideal de primeiro encontro de vocês... na próxima semana, eu falo do meu...
Felicidades eternas e, nos vemos.
Para melhor distribuição do perfume, sempre passo na mão para que esta faça a exata repartição entre as partes: 15% para as calças, 40% para as camisas e blusas, 40% para pescoço e orelhas e 5% para, nos tempos frios, cachecol.
Todos sabem: o banho deve ser demorado, de água morna, nem quente nem fria... Vale usar todo tipo de produto que estiver dentro do box e, no final, não se pode esquecer de um creme para toda pele e outro para todos os fios de cabelo. Não se preocupem com o nervosismo... passar perfume antes do banho é normal nessas ocasiões.
A escolha da roupa deve ser criteriosa, afinal de contas, ela deve compor com o rosto e as mãos um quadro harmonioso de cores bem balanceadas.
Meu primeiro encontro... momento crucial na vida de um homem! Definimos nele, talvez, até nossa opção sexual. Sofremos desde a escolha certa das palavras erradas para um diálogo sobre o tempo até as centenas de posições as quais nossos braços assumirão encontro estiverem sob as vistas da encontrada.
O primeiro encontro é especial porque ainda tem o pano de fundo da conquista. Entretanto é nele que perdemos o controle da situação para nos deixarmos levar pela emoção. “Será que conquistarei, já que, no mínimo, já estou conquistado? E como farei isso se de nada vale um estrategista de valor no jogo do amor, sendo que fui pulverizado por tal e qual olhar de uma deusa humana?”
O primeiro encontro tem a confortável posição de poder ser o último. Bom para nossa timidez, mal para o coração. Afinal, tornar o primeiro encontro como parte integrante de uma série de muitos é confirmar ser amado ao menos pela primeira vez, dentro de uma seqüência de vezes outras.
O primeiro encontro pode também ser a soma de vários outros: antes amigos, agora namorados; antes namorados para agora, amigos, namorados de novo; antes nada, agora amigos; antes nada, agora namorados...
Meu primeiro encontro... e o teu?
Falem, se não for constrangedor, e deixando de lado a visão induzida orkutiana, do ideal de primeiro encontro de vocês... na próxima semana, eu falo do meu...
Felicidades eternas e, nos vemos.
terça-feira, 16 de maio de 2006
Escuta o silêncio...
As pessoas andavam constantemente cansadas. O trabalho minava as energias físicas, a falta dele, as psicológicas; a violência testava os limites da tolerância; a correria fazia os relógios biológicos ficarem confusos, e os relógios emocionais, precisando de análise. A vida na Terra não queria mais infância, nem juventude, nem maturidade, nem terceira idade. Ela queria um bando de operários que, qualificados ou não, fizessem o planeta funcionar minimamente em ordem. Não importavam mais as regras de segurança no ambiente de trabalho, nem no de convívio, nem para quem aqui vivesse ou daqui se utilizasse.
Foi então que, pensando em como otimizar a relação com família, namorada, amigos e trabalho, certo sujeito, o qual chamaremos de x, resolveu encarar a sua rotina de vida. De um lado, o jovem franzino e mal-acabado, cheio de limitações e lamentações; do outro, as 168 horas semanais de labuta, estudo, superficial convívio social e pressa.
Ambos sabiam que a força não venceria o embate, mas a rotina contava com a tática do desgaste gradual. Nosso colega desgastado, x, não resistiria e, certamente, se findaria.
Apelando então para aquilo que lhe sobrava de sinapses, ele surpreendeu!
Inventou o silêncio diário e coletivo. Numa certa hora do dia, o mundo deveria calar- se. Não vozes humanas, não barulho de máquinas, não ranger de dentes ou mugir de estômagos, nem rancar de metralhadoras, nem explodir de bombas. Apenas o silêncio...
Nesses momentos, a movimentação deveria se dar dentro de cada um, e em todos. Tempo de fechar os olhos e pensar naquilo que interessasse, ou não pensar em nada. As pessoas passariam a ceder a vez de falar para o próximo, que por sua vez, passaria a vez também. O silêncio passaria à regra e o falar, á exceção. Um imenso silêncio para entender que o palavrão do qual me xingaram foi falado da boca pra fora; a guerra que começou não tem sentido coerente; a criança que está chorando não berra só de fome.
O silêncio seria útil pra eu ouvir o grito de desespero que o mundo solta. O choro por desespero: aquele que mal deixa a gente chorar, apenas dor e angústia. O silêncio seria útil pra acalmar aqueles que se dizem calmos.
X acertou na invenção.
Silenciar. Idéia genial em tempos geniosos.
Mas ninguém nem não silenciou...
Felicidades eternas e, nos vemos.
As pessoas andavam constantemente cansadas. O trabalho minava as energias físicas, a falta dele, as psicológicas; a violência testava os limites da tolerância; a correria fazia os relógios biológicos ficarem confusos, e os relógios emocionais, precisando de análise. A vida na Terra não queria mais infância, nem juventude, nem maturidade, nem terceira idade. Ela queria um bando de operários que, qualificados ou não, fizessem o planeta funcionar minimamente em ordem. Não importavam mais as regras de segurança no ambiente de trabalho, nem no de convívio, nem para quem aqui vivesse ou daqui se utilizasse.
Foi então que, pensando em como otimizar a relação com família, namorada, amigos e trabalho, certo sujeito, o qual chamaremos de x, resolveu encarar a sua rotina de vida. De um lado, o jovem franzino e mal-acabado, cheio de limitações e lamentações; do outro, as 168 horas semanais de labuta, estudo, superficial convívio social e pressa.
Ambos sabiam que a força não venceria o embate, mas a rotina contava com a tática do desgaste gradual. Nosso colega desgastado, x, não resistiria e, certamente, se findaria.
Apelando então para aquilo que lhe sobrava de sinapses, ele surpreendeu!
Inventou o silêncio diário e coletivo. Numa certa hora do dia, o mundo deveria calar- se. Não vozes humanas, não barulho de máquinas, não ranger de dentes ou mugir de estômagos, nem rancar de metralhadoras, nem explodir de bombas. Apenas o silêncio...
Nesses momentos, a movimentação deveria se dar dentro de cada um, e em todos. Tempo de fechar os olhos e pensar naquilo que interessasse, ou não pensar em nada. As pessoas passariam a ceder a vez de falar para o próximo, que por sua vez, passaria a vez também. O silêncio passaria à regra e o falar, á exceção. Um imenso silêncio para entender que o palavrão do qual me xingaram foi falado da boca pra fora; a guerra que começou não tem sentido coerente; a criança que está chorando não berra só de fome.
O silêncio seria útil pra eu ouvir o grito de desespero que o mundo solta. O choro por desespero: aquele que mal deixa a gente chorar, apenas dor e angústia. O silêncio seria útil pra acalmar aqueles que se dizem calmos.
X acertou na invenção.
Silenciar. Idéia genial em tempos geniosos.
Mas ninguém nem não silenciou...
Felicidades eternas e, nos vemos.
segunda-feira, 15 de maio de 2006
domingo, 7 de maio de 2006
Leituras complementares
É justamente o tempo que eu não tinha que está me fazendo escrever hoje...
Copa do mundo. Coloquei-me na condição pueril novamente; resultado: estou colecionando as figurinhas para o álbum do campeonato mais importante do mundo. E quais são as minhas motivações para tal traquinagem, sendo eu um aluno de segundo ano de um curso de alto nível de uma universidade conceituada? Nostalgia e apreço por qualquer tipo de registro.
Sim. Tenho grandes necessidades de marcar, registrar, ou pelo menos rabiscar, os passos que dou nessa caminhada linear, mas não pouco subjetiva, que nós, seres humanos, temos chamado de vida. E um álbum de figurinha, apesar de praticamente já vir pronto (dependendo apenas da condição financeira pra terminá-lo), é uma forma de registro. Colocamos ali não só lugares, taças, símbolos abstratos de nacionalidades atuais, como também aqueles que provavelmente representam melhor o valor da palavra ídolo para as culturas contemporâneas. Certo ou não, alentador ou desesperador, Ronaldinho Gaúcho com seu futebol-arte implementa o sonho de muita criança por aí.
Entretanto o álbum de figurinhas da Copa do Mundo é apenas um dos quais eu coleciono. E tomem o verbo “colecionar” não no sentido de possuir elementos que apresentam entre sim uma característica comum. Eu coleciono pessoas, lugares e situações, e aí, meu amigo, as divisões, ou “álbuns”, são quase infinitas.
Pessoas boas de lugares ruins em situações estranhas, lugares bonitos sem pessoas nenhuma em situações irritantes, situações patéticas com pessoas confusas em lugares sintéticos, lugares que distanciam pessoas juntas em situações adversas... coleções.
E, com 18 anos, sinto orgulho em dizer que tenho poucas figurinhas repetidas. Estas até posso trocar. Gente com quem eu possa fazer isso é o que não falta. Aliás as pessoas sempre estão abertas à trocas de figurinhas.
Meus álbuns, entretanto, até como conseqüência da minha localização temporal/espacial social, ainda se encontram vazios. Entendo e aceito; satisfeito, porém, não me encontro, e isso garante a minha vontade de viver.
Por isso, se vocês não se importam, continuarei minhas coleções. Ajude-me, aquele que quiser. Quem tiver, por exemplo, sobrando por aí uma figurinha do mascote da copa, já faria uma pessoa muito feliz!
Um agrande braço pra vocês..
Felicidades Eternas e, nos vemos!
É justamente o tempo que eu não tinha que está me fazendo escrever hoje...
Copa do mundo. Coloquei-me na condição pueril novamente; resultado: estou colecionando as figurinhas para o álbum do campeonato mais importante do mundo. E quais são as minhas motivações para tal traquinagem, sendo eu um aluno de segundo ano de um curso de alto nível de uma universidade conceituada? Nostalgia e apreço por qualquer tipo de registro.
Sim. Tenho grandes necessidades de marcar, registrar, ou pelo menos rabiscar, os passos que dou nessa caminhada linear, mas não pouco subjetiva, que nós, seres humanos, temos chamado de vida. E um álbum de figurinha, apesar de praticamente já vir pronto (dependendo apenas da condição financeira pra terminá-lo), é uma forma de registro. Colocamos ali não só lugares, taças, símbolos abstratos de nacionalidades atuais, como também aqueles que provavelmente representam melhor o valor da palavra ídolo para as culturas contemporâneas. Certo ou não, alentador ou desesperador, Ronaldinho Gaúcho com seu futebol-arte implementa o sonho de muita criança por aí.
Entretanto o álbum de figurinhas da Copa do Mundo é apenas um dos quais eu coleciono. E tomem o verbo “colecionar” não no sentido de possuir elementos que apresentam entre sim uma característica comum. Eu coleciono pessoas, lugares e situações, e aí, meu amigo, as divisões, ou “álbuns”, são quase infinitas.
Pessoas boas de lugares ruins em situações estranhas, lugares bonitos sem pessoas nenhuma em situações irritantes, situações patéticas com pessoas confusas em lugares sintéticos, lugares que distanciam pessoas juntas em situações adversas... coleções.
E, com 18 anos, sinto orgulho em dizer que tenho poucas figurinhas repetidas. Estas até posso trocar. Gente com quem eu possa fazer isso é o que não falta. Aliás as pessoas sempre estão abertas à trocas de figurinhas.
Meus álbuns, entretanto, até como conseqüência da minha localização temporal/espacial social, ainda se encontram vazios. Entendo e aceito; satisfeito, porém, não me encontro, e isso garante a minha vontade de viver.
Por isso, se vocês não se importam, continuarei minhas coleções. Ajude-me, aquele que quiser. Quem tiver, por exemplo, sobrando por aí uma figurinha do mascote da copa, já faria uma pessoa muito feliz!
Um agrande braço pra vocês..
Felicidades Eternas e, nos vemos!
sábado, 14 de janeiro de 2006
O enigma da história na realidade
Harry Potter já não é mais o mesmo. O rostinho do menino vislumbrado conhecendo a escola nova é passado. Sua bombástica entrada para o mundo dos bruxos também ficou para trás. Agora todos o conhecemos, seja através do livro, seja através do filme, seja através da net, do game, ou mesmo de um primo ou amigo infeliz que tira um dia por semana para falar como adoraria de ver Rony com a Hermione. Harry e seus amigos cresceram.
Os críticos, influenciados pelo lançamento da versão cinematográfica de “O cálice de fogo”, dizem que o bruxinho agora sofre de adolescência. Eu, no entanto, prefiro tomar como verdade que o real conflito do garoto, além dos embates constantes com Voldemort, lorde das trevas, é a imprensa e esse capitalismo selvagem que teve coragem de transformá-lo em brinde da Folha de São Paulo e tema do mês do Mc lanche Feliz.
Não se pode mais sofrer em paz! O menino, ainda de luto por causa da perda de um amigo próximo, tem tido que viajar o mundo todo por conta da publicação do novo livro. Seus acessores preenchem o tempo que ele tinha para chorar com entrevistas em Fantásticos, lunáticos, gugus e com tradutores tortos que encontram dificuldade em traduzir ‘half-blood” para o Português.
Não se pode mais nem beijar em paz! Potter, adolescente das antigas que ainda sente constrangimento em convidar uma garota para sair, não teve tempo nem para se culpar de não conseguir pegar uma nipônica no seu quarto ano de escola. Os fofoqueiros de plantão já publicaram goela abaixo seu inexistente romance com a senhorita Granger. O jornal de ontem só serve mesmo pra embrulhar coco de cão. Mal sabem que Harry tem vivido um outro amor platônico, o qual ele já se deliciou e já terminou para dar prosseguimento a sua caça a Voldemort e a sua carreira musical, no terceto com Frejar e Júnior Lima.
Harry Potter já não é mais criança. Tem aproveitado seu dinheiro e suas influências, revendo o julgamento de Michael Jackson via penseira e sob o ponto de vista da vítima, e viajando para o Brasil pra ver Stones em Copacabana. Contudo, como só usa a vassoura para o quadribol e não tem idade suficiente para aparatar, foi obrigado a vir de avião!
Hoje, em Londres, ainda cansado de seus últimos compromissos e da idéia de começar o segundo ciclo de aulas do ano letivo, Harry deve estar aliviado e com “um novo ânimo ao pensar que resta um último e dourado dia de paz para aproveitar com Rony e Hemione”, antes do início das gravações de “A ordem da Fênix” e da composição de sua última saga, by J. k. Rowling...
Caros amigos, por falta de vergonha na cara para escrever uma resenha crítica sobre o sexto livro da série Harry Potter, o qual finalizei a leitura há alguns dias, deixei-me escrever um texto ficcional. Não quero, porém, que fique oculto o quanto gostei do livro, o qual só me fez ainda mais fã do bruxinho. um pouco de fantasia num mundo que assusta sempre faz bem, né!!!!!?????
Felicidades Eternas e, nos vemos.
PS: um agradecimento especial a Natalia Rampazo, que me emprestou de bm grado o livro e o lugar físico para lê-lo!!!!!!!!
Harry Potter já não é mais o mesmo. O rostinho do menino vislumbrado conhecendo a escola nova é passado. Sua bombástica entrada para o mundo dos bruxos também ficou para trás. Agora todos o conhecemos, seja através do livro, seja através do filme, seja através da net, do game, ou mesmo de um primo ou amigo infeliz que tira um dia por semana para falar como adoraria de ver Rony com a Hermione. Harry e seus amigos cresceram.
Os críticos, influenciados pelo lançamento da versão cinematográfica de “O cálice de fogo”, dizem que o bruxinho agora sofre de adolescência. Eu, no entanto, prefiro tomar como verdade que o real conflito do garoto, além dos embates constantes com Voldemort, lorde das trevas, é a imprensa e esse capitalismo selvagem que teve coragem de transformá-lo em brinde da Folha de São Paulo e tema do mês do Mc lanche Feliz.
Não se pode mais sofrer em paz! O menino, ainda de luto por causa da perda de um amigo próximo, tem tido que viajar o mundo todo por conta da publicação do novo livro. Seus acessores preenchem o tempo que ele tinha para chorar com entrevistas em Fantásticos, lunáticos, gugus e com tradutores tortos que encontram dificuldade em traduzir ‘half-blood” para o Português.
Não se pode mais nem beijar em paz! Potter, adolescente das antigas que ainda sente constrangimento em convidar uma garota para sair, não teve tempo nem para se culpar de não conseguir pegar uma nipônica no seu quarto ano de escola. Os fofoqueiros de plantão já publicaram goela abaixo seu inexistente romance com a senhorita Granger. O jornal de ontem só serve mesmo pra embrulhar coco de cão. Mal sabem que Harry tem vivido um outro amor platônico, o qual ele já se deliciou e já terminou para dar prosseguimento a sua caça a Voldemort e a sua carreira musical, no terceto com Frejar e Júnior Lima.
Harry Potter já não é mais criança. Tem aproveitado seu dinheiro e suas influências, revendo o julgamento de Michael Jackson via penseira e sob o ponto de vista da vítima, e viajando para o Brasil pra ver Stones em Copacabana. Contudo, como só usa a vassoura para o quadribol e não tem idade suficiente para aparatar, foi obrigado a vir de avião!
Hoje, em Londres, ainda cansado de seus últimos compromissos e da idéia de começar o segundo ciclo de aulas do ano letivo, Harry deve estar aliviado e com “um novo ânimo ao pensar que resta um último e dourado dia de paz para aproveitar com Rony e Hemione”, antes do início das gravações de “A ordem da Fênix” e da composição de sua última saga, by J. k. Rowling...
Caros amigos, por falta de vergonha na cara para escrever uma resenha crítica sobre o sexto livro da série Harry Potter, o qual finalizei a leitura há alguns dias, deixei-me escrever um texto ficcional. Não quero, porém, que fique oculto o quanto gostei do livro, o qual só me fez ainda mais fã do bruxinho. um pouco de fantasia num mundo que assusta sempre faz bem, né!!!!!?????
Felicidades Eternas e, nos vemos.
PS: um agradecimento especial a Natalia Rampazo, que me emprestou de bm grado o livro e o lugar físico para lê-lo!!!!!!!!
quarta-feira, 4 de janeiro de 2006
Apresento-me para a temporada 2006 de postagens e histórias. Adianto-lhes que novidade haverá, no entanto, não faço previsão daquilo que não tenho visão, nem vivência de antemão. Peço apenas que aqueles que sempre entram continukem entrando, e que, juntos, possamos formar uma rede, cada vez maior, de leitores deste gênero tão específico de leitura: o blog.
História musicada da minha vida
Um “MP3 player” de 256 MB é capaz de armazenar aproximadamente 60 músicas de boa qualidade. Na minha mão, um troço desse trabalha em pleno funcionamento contínuo umas três horas por dia, o que possibilita a audição de pelo menos 30 músicas. Munido de um computador, com acesso à Internet (banda larga), e um Kazaa, sinto-me apto a resgatar a trilha sonora de toda minha vida! E exatamente aí que se encontra o problema...
Foi com seis anos que, pela primeira vez, relacionei uma canção com uma paquera. Não me lembro da música, mas tenho em perfeito estado a foto da “moça” na cabeça: seu nome era Taíze, o seu cabelo, docemente encaracolado, a sua voz, agradavelmente rouca. Meu maior objetivo era tocar, ao menos uma vez na vida, aqueles cachos encantadores. Mentira; nem sabia o que era uma menina ainda.
No ginásio, fui introduzido (ou introduziram comigo) ao rock, por meio das FMs Mix, Jovem Pan e 89. Num primeiro momento, confesso que não gostei, principalmente das bandas de fora. No entanto, os ritmos das músicas configuraram-se, ao longo dos anos, como panos de fundo para o meu complexo de relações pessoais e sociais.
Não nos esqueçamos, também, da influência familiar e midiática. Nas minhas veias, correm o tocar das violas do sertão e da melodia melosa do sertanejo pop. Em certos dias, passo cantarolando Leandro e Leonardo ou filhos de Francisco ; bate no lugar do coração, também, o pandeiro e os tamborins do pagodão carioca dos anos 80, e soavam, de vez em quando, as cordas do cavaco dos quintetos juvenis do sambinha paulista da década de 90; não seria necessário falar, mas deixar oculto minha fase do axé e minhas reboladas no funk não quedaria muito sincero.
Resumo da ópera ou componentes do caso: tenho a ecleticidade musical na cabeça, no gosto e no MP3 player. E por quê falo de tudo isso?
Porque vejo no tocar das 60 músicas, as quais classifiquei como portáteis, a contação da história da minha vida. Conclusão: estou enjoado tanto das músicas como das lembranças passadas. Estas, na minha atual opinião, devem ser saboreados no máximo uma vez por ano, em momentos específicos, com companhia especial ou solidão natural. Para o MP3, o melhor mesmo é rodar os hits do momento.
Felicidades Eternas e, nos vemos.
História musicada da minha vida
Um “MP3 player” de 256 MB é capaz de armazenar aproximadamente 60 músicas de boa qualidade. Na minha mão, um troço desse trabalha em pleno funcionamento contínuo umas três horas por dia, o que possibilita a audição de pelo menos 30 músicas. Munido de um computador, com acesso à Internet (banda larga), e um Kazaa, sinto-me apto a resgatar a trilha sonora de toda minha vida! E exatamente aí que se encontra o problema...
Foi com seis anos que, pela primeira vez, relacionei uma canção com uma paquera. Não me lembro da música, mas tenho em perfeito estado a foto da “moça” na cabeça: seu nome era Taíze, o seu cabelo, docemente encaracolado, a sua voz, agradavelmente rouca. Meu maior objetivo era tocar, ao menos uma vez na vida, aqueles cachos encantadores. Mentira; nem sabia o que era uma menina ainda.
No ginásio, fui introduzido (ou introduziram comigo) ao rock, por meio das FMs Mix, Jovem Pan e 89. Num primeiro momento, confesso que não gostei, principalmente das bandas de fora. No entanto, os ritmos das músicas configuraram-se, ao longo dos anos, como panos de fundo para o meu complexo de relações pessoais e sociais.
Não nos esqueçamos, também, da influência familiar e midiática. Nas minhas veias, correm o tocar das violas do sertão e da melodia melosa do sertanejo pop. Em certos dias, passo cantarolando Leandro e Leonardo ou filhos de Francisco ; bate no lugar do coração, também, o pandeiro e os tamborins do pagodão carioca dos anos 80, e soavam, de vez em quando, as cordas do cavaco dos quintetos juvenis do sambinha paulista da década de 90; não seria necessário falar, mas deixar oculto minha fase do axé e minhas reboladas no funk não quedaria muito sincero.
Resumo da ópera ou componentes do caso: tenho a ecleticidade musical na cabeça, no gosto e no MP3 player. E por quê falo de tudo isso?
Porque vejo no tocar das 60 músicas, as quais classifiquei como portáteis, a contação da história da minha vida. Conclusão: estou enjoado tanto das músicas como das lembranças passadas. Estas, na minha atual opinião, devem ser saboreados no máximo uma vez por ano, em momentos específicos, com companhia especial ou solidão natural. Para o MP3, o melhor mesmo é rodar os hits do momento.
Felicidades Eternas e, nos vemos.
sábado, 10 de dezembro de 2005
Perdoem-me o meu deslixo pela falta de atualização na quarta. Última semana de aula.
Despedidas...
“And so it is...”
Do alto do mundo, sinto-me pequeno. Não sou um bixinho; quase que já não sou criança também. Não moro mais com meus pais. Não durmo no quarto com meu irmão. Vejo pouco minha namorada. Não uso o chuveiro de casa.
E Campinas? Campinas é a vida universitária, e quem sabe a profissional. É o saber acadêmico pulsando pela divulgação. É o mundo à minha espera. Instituto de estudas da linguagem, simpósios, colóquios, tumulto de entrudo sem drenagem, resenhas, reitores, docentes, auditórios, tradutores...ciência... É o colega de quarto, é a amiga de sala, é a balada de terça, o bar de quarta, a madrugada invertida, o interurbano de sexta, o choro, a satisfação, o miojo, a saudade.
“And so it is…”
Encontrava-me quieto. Atento à cada nome, à cada pessoa, à cada situação. Dispunha-me a querer conhecer tudo, tanto a universidade quanto a nova casa. Os lugares cheiravam futuro, a atmosfera não era a da Terra. Eu, no entanto, era o mesmo. E talvez por isso, a adaptação tenha sido tão difícil.
Contudo o ano terminou. Nada de Pousada do Sol, nada de Terminal Barão, nada de IEL, nada de Cristália, nada de Cometa, na de Raphael, nada de Anderson, nada de Rubens, nada das meninas... o ano terminou quando eu finalmente me senti em casa.
“And so it is...”
Estávamos na sala. Sabíamos as próximas ações: palavras de amizade, de agradecimento, um forte abraço e boa sorte pra todos. Mas como me custou! Delegar apenas à memória a responsabilidade de guardar tudo que ouvi e que tanto me fez aprender não era exatamente o que eu queria.
“And do it is…”
Estávamos na frente da biblioteca. Sabíamos o que deveria ser feito: um forte abraço, pronúncia de boas férias, boas festas, e ano que vem “é nóis nas fritas”. Mas como foi custoso! Olhos úmidos, a boca sem palavra, o ouvido ouvindo trilha sonora de despedida. Na primeira vez, sob o olhar do sol; na segunda aos olhos da lua.
“And so it is…”
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, Você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
“And so it is...”
Depois da curva, vislumbro o conforto do seio familiar. Não serei o mesmo; nunca mais, nem poderia, nem gostaria. Santo André, parques, trabalhos, curtição, muito amor, muito carinho. Carinho daqui, carinho pra lá.
A festa começou...
Felicidades Eternas e, nos vemos.
Despedidas...
“And so it is...”
Do alto do mundo, sinto-me pequeno. Não sou um bixinho; quase que já não sou criança também. Não moro mais com meus pais. Não durmo no quarto com meu irmão. Vejo pouco minha namorada. Não uso o chuveiro de casa.
E Campinas? Campinas é a vida universitária, e quem sabe a profissional. É o saber acadêmico pulsando pela divulgação. É o mundo à minha espera. Instituto de estudas da linguagem, simpósios, colóquios, tumulto de entrudo sem drenagem, resenhas, reitores, docentes, auditórios, tradutores...ciência... É o colega de quarto, é a amiga de sala, é a balada de terça, o bar de quarta, a madrugada invertida, o interurbano de sexta, o choro, a satisfação, o miojo, a saudade.
“And so it is…”
Encontrava-me quieto. Atento à cada nome, à cada pessoa, à cada situação. Dispunha-me a querer conhecer tudo, tanto a universidade quanto a nova casa. Os lugares cheiravam futuro, a atmosfera não era a da Terra. Eu, no entanto, era o mesmo. E talvez por isso, a adaptação tenha sido tão difícil.
Contudo o ano terminou. Nada de Pousada do Sol, nada de Terminal Barão, nada de IEL, nada de Cristália, nada de Cometa, na de Raphael, nada de Anderson, nada de Rubens, nada das meninas... o ano terminou quando eu finalmente me senti em casa.
“And so it is...”
Estávamos na sala. Sabíamos as próximas ações: palavras de amizade, de agradecimento, um forte abraço e boa sorte pra todos. Mas como me custou! Delegar apenas à memória a responsabilidade de guardar tudo que ouvi e que tanto me fez aprender não era exatamente o que eu queria.
“And do it is…”
Estávamos na frente da biblioteca. Sabíamos o que deveria ser feito: um forte abraço, pronúncia de boas férias, boas festas, e ano que vem “é nóis nas fritas”. Mas como foi custoso! Olhos úmidos, a boca sem palavra, o ouvido ouvindo trilha sonora de despedida. Na primeira vez, sob o olhar do sol; na segunda aos olhos da lua.
“And so it is…”
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, Você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
“And so it is...”
Depois da curva, vislumbro o conforto do seio familiar. Não serei o mesmo; nunca mais, nem poderia, nem gostaria. Santo André, parques, trabalhos, curtição, muito amor, muito carinho. Carinho daqui, carinho pra lá.
A festa começou...
Felicidades Eternas e, nos vemos.
quarta-feira, 30 de novembro de 2005
Faculdade! Um lugar de gente estranha
Por ordem cronológica:
A primeira se diz japonesa. Chapinha no cabelo, orkut na ponta dos dedos. Ela me achou. Numa noite tempestuosa, na qual o breu apoderava-se das únicas formas que se dispunham a ficarem visíveis. Eu estava sem rumo, buscando o meu lar. Foi quando da escuridão sombria me surge essa heroína do mato. Essa pessoa de pés de lama, mãos de barro, jeito rude, mas carinho intenso. Com ela descobri a terra do nunca. E com ela dividi as dores de um amor que não se vê, que não se toca. Se ser capial é ser como ela, preferiria que o mundo todo fosse interior.
A segunda colocou-se desde muito cedo ao meu lado. Sabe, caro leitor, aquelas mulheres que você sabe que por serem bonitas demais nunca serão suas amigas? Era uma dessas. No entanto, sempre à noite, durante as aulas, fui conhecendo-na, ilustrando o desenho que fiz dela. Não consigo entender como ela resiste a todas as intempéries da vida sem arregar para nenhuma. Na verdade, mesmo que ela não sinta, acho que dela emana a verdade absoluta, ou pelo menos uma capacidade de visualizar a alma do outro nos seus pormenores. Incrível!
A última, e não menos importante, tem-me ensinado como é difícil manter uma convivência sem conflitos. É impossível, na verdade! Pequena, aparentemente meiguinha, travo com ela discussões interessantíssimas e outras também nem tão interessantes assim. Aprendi que sei ser grosso e como é difícil ter uma pessoa que saiba resolver os problemas práticos de um trabalho acadêmico com um cara “grosso” do lado. Ela mostrou-me os conflitos práticos do relacionamento humano. E devo admitir com um sorriso no rosto que muito tenho aprendido com ela. Amigona, mas pequena!
Três mulheres e uma criança. Hora eu, hora ela, hora elas, hora nós. Trabalhos de última hora muito bem e outros mal feitos, acabados. Problemas com horários; desabafos constantes; corda no pescoço (no nosso!); algumas lágrimas vertidas. Dor, fome, frio e angústia!
“Todos juntos somos fortes”. Mundos separados, fragmentados, que se encontraram. Hoje trabalham juntos uma amizade, ainda em princípio, linda e duradoura...
Conheço muito pouco de vocês. Mas o suficiente para já lhes ter um carinho imenso.
Felicidades eternas e, nos vemos.
Visitem a última atualização do blog do Bh. O link encontra-se nessa página.
Por ordem cronológica:
A primeira se diz japonesa. Chapinha no cabelo, orkut na ponta dos dedos. Ela me achou. Numa noite tempestuosa, na qual o breu apoderava-se das únicas formas que se dispunham a ficarem visíveis. Eu estava sem rumo, buscando o meu lar. Foi quando da escuridão sombria me surge essa heroína do mato. Essa pessoa de pés de lama, mãos de barro, jeito rude, mas carinho intenso. Com ela descobri a terra do nunca. E com ela dividi as dores de um amor que não se vê, que não se toca. Se ser capial é ser como ela, preferiria que o mundo todo fosse interior.
A segunda colocou-se desde muito cedo ao meu lado. Sabe, caro leitor, aquelas mulheres que você sabe que por serem bonitas demais nunca serão suas amigas? Era uma dessas. No entanto, sempre à noite, durante as aulas, fui conhecendo-na, ilustrando o desenho que fiz dela. Não consigo entender como ela resiste a todas as intempéries da vida sem arregar para nenhuma. Na verdade, mesmo que ela não sinta, acho que dela emana a verdade absoluta, ou pelo menos uma capacidade de visualizar a alma do outro nos seus pormenores. Incrível!
A última, e não menos importante, tem-me ensinado como é difícil manter uma convivência sem conflitos. É impossível, na verdade! Pequena, aparentemente meiguinha, travo com ela discussões interessantíssimas e outras também nem tão interessantes assim. Aprendi que sei ser grosso e como é difícil ter uma pessoa que saiba resolver os problemas práticos de um trabalho acadêmico com um cara “grosso” do lado. Ela mostrou-me os conflitos práticos do relacionamento humano. E devo admitir com um sorriso no rosto que muito tenho aprendido com ela. Amigona, mas pequena!
Três mulheres e uma criança. Hora eu, hora ela, hora elas, hora nós. Trabalhos de última hora muito bem e outros mal feitos, acabados. Problemas com horários; desabafos constantes; corda no pescoço (no nosso!); algumas lágrimas vertidas. Dor, fome, frio e angústia!
“Todos juntos somos fortes”. Mundos separados, fragmentados, que se encontraram. Hoje trabalham juntos uma amizade, ainda em princípio, linda e duradoura...
Conheço muito pouco de vocês. Mas o suficiente para já lhes ter um carinho imenso.
Felicidades eternas e, nos vemos.
Visitem a última atualização do blog do Bh. O link encontra-se nessa página.
quinta-feira, 24 de novembro de 2005
Muito impressionado e aliviado! É assim que me sinto quando da leitura da peça literária que se encontra baixo. Espero que gostem!
Declaração pessoal dos direitos mundanos
De Rosana Hermann.
Eu quero o direito de desligar o telefone sem responder ‘quem era’. Quero fazer cara feia pra quem peida dentro da minha faixa aérea. Quero pular os capítulos chatos dos livros que leio. Quero comer a casca da pizza que meu vizinho deixa no prato. Quero o direito de não ser boazinha, simpática, singela. Quero poder brincar de vaca amarela. Quero distância de todo mundo que é chato.
Quero gargalhar e soluçar no cinema durante comédias e dramas, não necessariamente nesta ordem. Quero o direito de cantar as letras do Djavan, certas ou erradas, junto com o cantor, no show, na televisão, no rádio e até mesmo no karokê, esteja ou não na minha vez. Quero o direito soberano de impedir que me cutuquem para falar comigo. Nenhum ser humano pode ser invadido em suas fronteiras físicas, psíquicas ou espirituais sem consentimento prévio e sem acordo anterior para decidir se a invasão será na sua ou na minha casa.
Quero o direito de errar sem receber um alerta do Windows.Quero escrever no blog todo dia, toda hora, sem me justificar. Quero parar de escrever sem explicar. Quero decidir e voltar atrás, quero prometer para mim mesma e não cumprir, quero me perdoar sem intromissões. Quero decidir ficar dez dias sem Internet e voltar no nono, ou no quarto, ou no segundo dia. Quero poder dizer que não estou quando meu corpo se faz presente, porque para mim ‘estar’ não é só fisicamente.
Quero não-patrulhar e não ser patrulhada. Quero não julgar e não ser julgada. Quero não pentelhar e não ser pentelhada. Quero amar e ser amada. Quero gozar e ser gozada. Quero publicar este parágrafo estúpido sem ser censurada. Quero poder ser estúpida, tanto quanto quero o direito de ser bacaninha. Quero poder cumprir todos os meus compromissos, quero o direito de me esforçar para ser o melhor que eu posso. Quero praticar tudo o que me dá prazer com ou sem talento. Ou não.
Quero acabar esta crônica logo, quero tomar banho, quero ir trabalhar, quero produzir, quero ler os comentários, quero quero quero. Sou cheia de quereres mundanos. Sou louca por direitos, humanos.
publicado no site http://blonicas.zip.net/, dia 24 de novembro de 2005
Felicidades Eternas e, nos vemos.
Declaração pessoal dos direitos mundanos
De Rosana Hermann.
Eu quero o direito de desligar o telefone sem responder ‘quem era’. Quero fazer cara feia pra quem peida dentro da minha faixa aérea. Quero pular os capítulos chatos dos livros que leio. Quero comer a casca da pizza que meu vizinho deixa no prato. Quero o direito de não ser boazinha, simpática, singela. Quero poder brincar de vaca amarela. Quero distância de todo mundo que é chato.
Quero gargalhar e soluçar no cinema durante comédias e dramas, não necessariamente nesta ordem. Quero o direito de cantar as letras do Djavan, certas ou erradas, junto com o cantor, no show, na televisão, no rádio e até mesmo no karokê, esteja ou não na minha vez. Quero o direito soberano de impedir que me cutuquem para falar comigo. Nenhum ser humano pode ser invadido em suas fronteiras físicas, psíquicas ou espirituais sem consentimento prévio e sem acordo anterior para decidir se a invasão será na sua ou na minha casa.
Quero o direito de errar sem receber um alerta do Windows.Quero escrever no blog todo dia, toda hora, sem me justificar. Quero parar de escrever sem explicar. Quero decidir e voltar atrás, quero prometer para mim mesma e não cumprir, quero me perdoar sem intromissões. Quero decidir ficar dez dias sem Internet e voltar no nono, ou no quarto, ou no segundo dia. Quero poder dizer que não estou quando meu corpo se faz presente, porque para mim ‘estar’ não é só fisicamente.
Quero não-patrulhar e não ser patrulhada. Quero não julgar e não ser julgada. Quero não pentelhar e não ser pentelhada. Quero amar e ser amada. Quero gozar e ser gozada. Quero publicar este parágrafo estúpido sem ser censurada. Quero poder ser estúpida, tanto quanto quero o direito de ser bacaninha. Quero poder cumprir todos os meus compromissos, quero o direito de me esforçar para ser o melhor que eu posso. Quero praticar tudo o que me dá prazer com ou sem talento. Ou não.
Quero acabar esta crônica logo, quero tomar banho, quero ir trabalhar, quero produzir, quero ler os comentários, quero quero quero. Sou cheia de quereres mundanos. Sou louca por direitos, humanos.
publicado no site http://blonicas.zip.net/, dia 24 de novembro de 2005
Felicidades Eternas e, nos vemos.
quarta-feira, 23 de novembro de 2005

Vestibulei! Agora, tô estudando...
"Como é a prova? Unicamp
- ela tem 12 questões dissertativas, duas de cada disciplina (matemática, física, química, história, geografia, biologia)
- uma redação
- a prova vale 120 pontos: 60 da redação e 60 das questões"
"Fuvest
Um vestibular mais interdisciplinar, mais enxuto e mais palatável é o que o candidato deve encontrar no processo seletivo deste ano da Fuvest. A afirmação é da diretora-executiva da fundação, Maria Thereza Fraga Rocco. ( Folha de São Paulo, 22/11/2005)"
Caminhava tranqüilo pelas calçadas do meu bairro. O final da manhã de domingo, dia este ensolarado, evidenciava o bater de folhas nas árvores, a caminhada dos aposentados, o final de expediente de quitandas e mercearias e lanchonetes.
Quando cheguei na escola, percebi-me ainda muito adiantado. A procura por um rosto conhecido, pois, foi inevitável. No entanto, esta só veio terminar muito tempo depois quando ao me chatear com o calor demasiado, fui obrigado a procurar abrigo nas sombras das árvores.
Gente atrasada fazendo gritaria na frente da escola, 12 questões dissertativas e uma redação cuja forma, carta, dissertação ou narração, ainda deveria optar. Naquele momento, incrível foi pensar que deveria resumir os esforços de três anos em quatro horas. Mas assim o fiz; e confesso que, para mim, frente a um caminho tão lastimoso de provas e mais provas, não poderia ter havido início melhor.
Depois vieram as Fuvests, as Vunesps, segundas fases, terças-feiras e esperas angustiadas, nas quais nem me considerava um secundarista, nem um vestibulando, nem um universitário. Perdi minha identidade para compor-me depois.
Maldito seja o vestibular, porta pequena pra casa grande, ingresso ridículo para um espetáculo grandioso. Das coisas que usei na prova, sobraram-me apenas memórias dispersas e fórmulas esparsas.
E hoje, um ano depois do meu processo seletivo, vejo tudo se iniciar novamente, entretanto agora me encontro na posição de expectador. [tom jocoso] “disserte sobre meios de transporte”. “Mas será que não seria melhor eu escrever o quanto detesto exercícios mínimos e complementares, a leitura dos intocáveis e a vestibulização de Guimarães Rosa?”.
Para os meus amigos que prestarão Fuvest no próximo domingo, muito boa sorte! Não fui capaz de derrotá-la ano passado, e às vezes me lastimo por isso. Mas quem se importa com isso hoje?
Tomem-se como senhores da prova e façam transbordar todo o conhecimento que acumularam. Prova nenhuma no mundo atreveria-se a não se curvar à segurança de um conteúdo sólido tão bem adquirido, a formação para a vida inteira!
Felicidades Eternas e, nos vemos.
quarta-feira, 16 de novembro de 2005
Viajando no voar do papel
Há uma semana, peguei-me com um grupo de amigos brincando de aviões de papel altas horas da noite. Eram desses modelos que, depois da decolagem e antes do pouso, brindam-nos com acrobacias e estripulias de literalmente tirar o fôlego e impor o sorriso, quando não, admiração.
Simples, pequenos e estranhos, estes aviões fizeram-me sentir o gostinho da liberdade no grau zero: sem instituições, sem corpo, sem asas; apenas alma e olhos na próxima curva. O vento que soprava fazia-me levitar e rodopiar pelo céu da rua Estrela Três Marias. Não era o presente que voava, mas também o ausente, o passado e o futuro. Passado de um ano atrás, futuro de um mês pra frente e presente de nem saber.
Quando o avião apontou para Campinas, aumentando minhas expectativas, logo se curvou para Assis, e rodou para Campinas novamente; quando rumou para o primeiro emprego, não se envergonhou de se virar apenas para a vida acadêmica; quando não sabia para que direção voar, manteve-se bem estabilizado aos olhos nipônicos; quando me levou longe dos meus amigos, trouxe-me perto de figuras de coração impressionante.
Teve os modelos que joguei e não voltaram; houve os que dei por perdido, mas, num ato de extrema ousadia acrobática, voltaram imponentes para a pista de pouso; confeccionei alguns defeituosos que voavam muito baixo; surpreendi-me com os tímidos, que pouca vontade tinham de voltar para a terra firme. Nessa variedade de modelos, espíritos e humor, encantei-me por um:
Quando do meio da nossa brincadeira, com um salto grande e praticamente mortal, fiz decolar esse um. E ele planou, e pairou, e girou, e curvou, e voltou, e tocou o céu; esta entidade que “não é um lugar e também não é um tempo”, e que mesmo abrigando a todos, não dá casa a ninguém. Ali, imagino eu, pela infinidade de segundos de demora do meu avião, fiquei a sentir o vento, a ver o tempo, a querer descanso, a desejar agito, a sentir trabalho, a querer amor.
O avião caiu. Eu, talvez, continue por lá.
Felicidades Eternas e, nos vemos.
Há uma semana, peguei-me com um grupo de amigos brincando de aviões de papel altas horas da noite. Eram desses modelos que, depois da decolagem e antes do pouso, brindam-nos com acrobacias e estripulias de literalmente tirar o fôlego e impor o sorriso, quando não, admiração.
Simples, pequenos e estranhos, estes aviões fizeram-me sentir o gostinho da liberdade no grau zero: sem instituições, sem corpo, sem asas; apenas alma e olhos na próxima curva. O vento que soprava fazia-me levitar e rodopiar pelo céu da rua Estrela Três Marias. Não era o presente que voava, mas também o ausente, o passado e o futuro. Passado de um ano atrás, futuro de um mês pra frente e presente de nem saber.
Quando o avião apontou para Campinas, aumentando minhas expectativas, logo se curvou para Assis, e rodou para Campinas novamente; quando rumou para o primeiro emprego, não se envergonhou de se virar apenas para a vida acadêmica; quando não sabia para que direção voar, manteve-se bem estabilizado aos olhos nipônicos; quando me levou longe dos meus amigos, trouxe-me perto de figuras de coração impressionante.
Teve os modelos que joguei e não voltaram; houve os que dei por perdido, mas, num ato de extrema ousadia acrobática, voltaram imponentes para a pista de pouso; confeccionei alguns defeituosos que voavam muito baixo; surpreendi-me com os tímidos, que pouca vontade tinham de voltar para a terra firme. Nessa variedade de modelos, espíritos e humor, encantei-me por um:
Quando do meio da nossa brincadeira, com um salto grande e praticamente mortal, fiz decolar esse um. E ele planou, e pairou, e girou, e curvou, e voltou, e tocou o céu; esta entidade que “não é um lugar e também não é um tempo”, e que mesmo abrigando a todos, não dá casa a ninguém. Ali, imagino eu, pela infinidade de segundos de demora do meu avião, fiquei a sentir o vento, a ver o tempo, a querer descanso, a desejar agito, a sentir trabalho, a querer amor.
O avião caiu. Eu, talvez, continue por lá.
Felicidades Eternas e, nos vemos.
quinta-feira, 10 de novembro de 2005
Muito boa vida para todos. Depois de um tempo de afastamento, ao meu ver, justificável pelo feriado prolongadíssimo da Unicamp e pelo aumento um tanto quanto excessivo de obrigações, acabado com o intervela de atualizações. Cabe, no entanto, avisar que o texto que se segue é baseado em acontecimentos da semana passada quando da minha ida à Botucatu.
Balada do amor inabalável
Pequenos atritos não proclamados, intensas alegrias escancaradas. Um feriado prolongado feito de descobertas descontínuas; e das cortinas, pendurado nos babados, surge os inesperados infiltrados na leveza dos momentos bobos; nas sutilezas das declarações, nos complexos das relações, no saber-me relacionado, no querer-me amado. Hoje tem festa no meu coração, tem balada na casa dos sentimentos, e eu já não sei se agüento mais badalações e tormentos num momento de pouca razão e muita emoção.
“Parei de escrever no meu blog porque eu ao quero tornar o meu espaço de reflexões, num cantinho de declarações.”
E foi assim que, com mais ou menos rimas, um grande amigo meu decidiu-se por tornar inativo um blog que o mesmo cultivava há mais de um ano. E eu, na contramão da sua intenção, venho registrar o já comprovado: o meu imenso amor por alguém especial. O que vou dizer, portanto, não deixa de ser uma declaração o que, para você, caro leitor, pode ser uma encheção.
“Algo de extraordinário aconteceu!”, pergunta-se o ledor mais ansioso. Não. Na verdade, passei incríveis 72 horas na feliz e acadêmica Botucatu.Muito bem recebido na República Tamar, vi as genuínas travessuras e gostosuras do dia das bruxas, rodeado por fadas. Muita mágica... “Acho é pouco!”, né, Dorré.
Contudo a descoberta mais fantástica não veio do “lots of fun” e sim do “Te quiero”. Como eu já disse, não que eu não soubesse, não que eu já não sentisse, mas os momentos banais, colocar minha comida ou prezar pelo meu conforto, por exemplo, mostraram o quanto sou amado e o quanto eu amo. E somente e especificamente pela minha namorada bonitinha, e sim e também pela minha grande amiga. Já de tantos anos, menina Mitiko mocinha.
Desculpem-me pela exposição de um assunto tão particular, mas era necessário que esse sentimento que perpassa o meu coração se concretizasse... em escrita, por meio de uma ação.
Felicidades Eternas e, nos vemos.
Balada do amor inabalável
Pequenos atritos não proclamados, intensas alegrias escancaradas. Um feriado prolongado feito de descobertas descontínuas; e das cortinas, pendurado nos babados, surge os inesperados infiltrados na leveza dos momentos bobos; nas sutilezas das declarações, nos complexos das relações, no saber-me relacionado, no querer-me amado. Hoje tem festa no meu coração, tem balada na casa dos sentimentos, e eu já não sei se agüento mais badalações e tormentos num momento de pouca razão e muita emoção.
“Parei de escrever no meu blog porque eu ao quero tornar o meu espaço de reflexões, num cantinho de declarações.”
E foi assim que, com mais ou menos rimas, um grande amigo meu decidiu-se por tornar inativo um blog que o mesmo cultivava há mais de um ano. E eu, na contramão da sua intenção, venho registrar o já comprovado: o meu imenso amor por alguém especial. O que vou dizer, portanto, não deixa de ser uma declaração o que, para você, caro leitor, pode ser uma encheção.
“Algo de extraordinário aconteceu!”, pergunta-se o ledor mais ansioso. Não. Na verdade, passei incríveis 72 horas na feliz e acadêmica Botucatu.Muito bem recebido na República Tamar, vi as genuínas travessuras e gostosuras do dia das bruxas, rodeado por fadas. Muita mágica... “Acho é pouco!”, né, Dorré.
Contudo a descoberta mais fantástica não veio do “lots of fun” e sim do “Te quiero”. Como eu já disse, não que eu não soubesse, não que eu já não sentisse, mas os momentos banais, colocar minha comida ou prezar pelo meu conforto, por exemplo, mostraram o quanto sou amado e o quanto eu amo. E somente e especificamente pela minha namorada bonitinha, e sim e também pela minha grande amiga. Já de tantos anos, menina Mitiko mocinha.
Desculpem-me pela exposição de um assunto tão particular, mas era necessário que esse sentimento que perpassa o meu coração se concretizasse... em escrita, por meio de uma ação.
Felicidades Eternas e, nos vemos.
quarta-feira, 26 de outubro de 2005
Tubaína, cerveja na roupa e latinha no pé
Roupa nova, cabelo cortado, sorriso no rosto e família no carro. Mais um pouco e... pronto: muito beijo no rosto, muitos braços de abraços no corpo, muitos “como vai você?”.
Terminada a formalidades, parto para a demonstração das habilidades com a lata, marcando com estacas o tamanho exato do gol no portão do vizinho. Somos nós, meninos e meninas, irmãos pitchucos e primos pirralhos, correndo na imensidão de uma rua sem-saída com a saída até nossos corpos cansarem. E a tarde anda e o relógio voa, e é esconde-esconde, duro ou mole, pega-pega, ou, de novo, futebol sem bola com latinha. Lá dentro, com os adultos, o samba rola, jovem rebola a guarda, o sertanejo come, o forró arrasta e a tia chora... de tanto rir das palhaçadas do tio.
Se entro na casa, é com a única intenção de comer, rápido, um pão com lingüiça e engolir um copo (mentira; uns três copos!) de tubaína funada. Levo no caminho uns três chutes na bunda de um tio, respondo que “a escola vai bem” para uma prima crescida, e saio antes mesmo da porta terminar seu movimento de abertura, se é que ela estava fechada.
E vamos indo até a lua chegar, as histórias diminuírem, os olhos dormirem, o primo cochilar e para casa os pais desejarem ir.
Mais uma festa, mais um dia alegre, mais uma noite que dormirei bem.
Descrição rápida, simpática e nada idealizada daquilo que, para mim, deveria continuar sendo mais um evento corriqueiro na minha vidinha: reuniões de família. Natal, ano novo, férias de verão, carnaval, páscoa, dia das mães, dos pais, feriados ensolarados, aniversários de irmãos, primos, tios, da vó, da mãe, do pai, churrascos do nada, festinhas pra tudo.
E, no entanto, onde está a unidade familiar? Talvez na pluralidade dos equívocos e desentendimentos, bem como confusões e precipitações, da vida.
Tributo à família, órgão vivo e agonizante, e todas às suas feições genealógicas. Que um dia as pessoas possam ser felizes juntas, uma, de novo, e em família!
Felicidades Eternas e, nos vemos.
*algumas dicas: entrem no blog do Anderson e leiam o texto datado do dia 13 de outubro (muito bom) e no blog da Milene que é o último dos links de blogs. Vale a pena conferir!
Roupa nova, cabelo cortado, sorriso no rosto e família no carro. Mais um pouco e... pronto: muito beijo no rosto, muitos braços de abraços no corpo, muitos “como vai você?”.
Terminada a formalidades, parto para a demonstração das habilidades com a lata, marcando com estacas o tamanho exato do gol no portão do vizinho. Somos nós, meninos e meninas, irmãos pitchucos e primos pirralhos, correndo na imensidão de uma rua sem-saída com a saída até nossos corpos cansarem. E a tarde anda e o relógio voa, e é esconde-esconde, duro ou mole, pega-pega, ou, de novo, futebol sem bola com latinha. Lá dentro, com os adultos, o samba rola, jovem rebola a guarda, o sertanejo come, o forró arrasta e a tia chora... de tanto rir das palhaçadas do tio.
Se entro na casa, é com a única intenção de comer, rápido, um pão com lingüiça e engolir um copo (mentira; uns três copos!) de tubaína funada. Levo no caminho uns três chutes na bunda de um tio, respondo que “a escola vai bem” para uma prima crescida, e saio antes mesmo da porta terminar seu movimento de abertura, se é que ela estava fechada.
E vamos indo até a lua chegar, as histórias diminuírem, os olhos dormirem, o primo cochilar e para casa os pais desejarem ir.
Mais uma festa, mais um dia alegre, mais uma noite que dormirei bem.
Descrição rápida, simpática e nada idealizada daquilo que, para mim, deveria continuar sendo mais um evento corriqueiro na minha vidinha: reuniões de família. Natal, ano novo, férias de verão, carnaval, páscoa, dia das mães, dos pais, feriados ensolarados, aniversários de irmãos, primos, tios, da vó, da mãe, do pai, churrascos do nada, festinhas pra tudo.
E, no entanto, onde está a unidade familiar? Talvez na pluralidade dos equívocos e desentendimentos, bem como confusões e precipitações, da vida.
Tributo à família, órgão vivo e agonizante, e todas às suas feições genealógicas. Que um dia as pessoas possam ser felizes juntas, uma, de novo, e em família!
Felicidades Eternas e, nos vemos.
*algumas dicas: entrem no blog do Anderson e leiam o texto datado do dia 13 de outubro (muito bom) e no blog da Milene que é o último dos links de blogs. Vale a pena conferir!
quarta-feira, 19 de outubro de 2005
Revelando-me para o mundo
Estando às voltas com um trabalho muito interessante, li um livro que me esclareceu muitas dúvidas sobre a escrita e leitura virtual. Por esse motivo, gostaria, mais uma vez, de refletir sobre os motivos que levam as pessoas a fazerem weblogs.
“Quarta-feira, 08 de Maio de 2002.
::Perdida no Paraíso. Uma estranha no Paraíso::
Segundo o Strange Little Boy, só existem dois tipos de adolescentes que cultivam blogs. O primeiro tipo são os adolescentes que pretendem fazer faculdade de publicidade. O segundo são os adolescentes deprimidos. Eu não sou exatamente uma adolescente. Sou uma garotinha de vinte anos, um pouco deprimida e que por enquanto não pensa em fazer faculdade nenhuma. (...)”
Este fragmento foi tirado do extinto blog http://perdidanoparaiso.weblogger.com.br/
No entanto, como de costume, eu pergunto: hoje, quase no final de 2005, apenas adolescentes que pretendem fazer publicidade ou que estão deprimidos fazem blogs? Apenas adolescentes fazem blogs? Perguntas de respostas óbvias...
É interessante notar como esse fenômeno, chamado por muitos de diário virtual, tem-se alastrado rapidamente. Não me admira se, no Brasil, já estivéssemos na casa dos milhões de blogs. Mas quem são os criadores desses novos tipos de diários? Para quem se escreve? Para quê se escreve? Quem os lê? Seria exibicionismo dos autores? Exposição de reflexões introspectivas demais? Debate de idéias puramente? Troca de emoções?
As minhas justificativas para a criação desse blog já foram apresentadas no texto de abertura. Contudo, hoje não estou tão convicto se os objetivos que tracei para essa empreitada eram os que eu queria (e vejam que comecei com esse troço há pouco mais de um mês). O que de fato me levou, e nos leva, a criá-los? Necessidade do outro?
Espero que os amigos que influenciei e por quem fui influenciado a fazer um blog esclareçam essas dúvidas. A exposição da vida na internet é um assunto sério e exige reflexão.
Felicidades eternas e, nos vemos.
Estando às voltas com um trabalho muito interessante, li um livro que me esclareceu muitas dúvidas sobre a escrita e leitura virtual. Por esse motivo, gostaria, mais uma vez, de refletir sobre os motivos que levam as pessoas a fazerem weblogs.
“Quarta-feira, 08 de Maio de 2002.
::Perdida no Paraíso. Uma estranha no Paraíso::
Segundo o Strange Little Boy, só existem dois tipos de adolescentes que cultivam blogs. O primeiro tipo são os adolescentes que pretendem fazer faculdade de publicidade. O segundo são os adolescentes deprimidos. Eu não sou exatamente uma adolescente. Sou uma garotinha de vinte anos, um pouco deprimida e que por enquanto não pensa em fazer faculdade nenhuma. (...)”
Este fragmento foi tirado do extinto blog http://perdidanoparaiso.weblogger.com.br/
No entanto, como de costume, eu pergunto: hoje, quase no final de 2005, apenas adolescentes que pretendem fazer publicidade ou que estão deprimidos fazem blogs? Apenas adolescentes fazem blogs? Perguntas de respostas óbvias...
É interessante notar como esse fenômeno, chamado por muitos de diário virtual, tem-se alastrado rapidamente. Não me admira se, no Brasil, já estivéssemos na casa dos milhões de blogs. Mas quem são os criadores desses novos tipos de diários? Para quem se escreve? Para quê se escreve? Quem os lê? Seria exibicionismo dos autores? Exposição de reflexões introspectivas demais? Debate de idéias puramente? Troca de emoções?
As minhas justificativas para a criação desse blog já foram apresentadas no texto de abertura. Contudo, hoje não estou tão convicto se os objetivos que tracei para essa empreitada eram os que eu queria (e vejam que comecei com esse troço há pouco mais de um mês). O que de fato me levou, e nos leva, a criá-los? Necessidade do outro?
Espero que os amigos que influenciei e por quem fui influenciado a fazer um blog esclareçam essas dúvidas. A exposição da vida na internet é um assunto sério e exige reflexão.
Felicidades eternas e, nos vemos.
segunda-feira, 10 de outubro de 2005
Um pequeno texto para registrar um grande momento!
Amor por tempo suficiente para ser feliz
50 anos de um amor louco e incontrolável. Quantos milhões de beijos não umedeceram a minha boca sempre sedenta por uma paixão! Quantas milhares de noites pensando em maneiras de te fazer feliz? Quantas centenas de ocasiões solenes nas quais o nosso amor foi proclamado alto e publicamente! Quantas dezenas de vezes que te quis e não pude te ter ao meu lado. Qual será a minha próxima oportunidade de amar por 50 anos eternamente?
Formamo-nos em Letras e Zootecnia em 2009. Exercemos nas mais diversas instâncias as profissões que escolhemos ainda em 2004, quando, praticamente ainda crianças, prestávamos vestibular. Passamos, paralelamente a esses 50 anos de relação, pelas mais diferentes posições sociais: desde a confortável proteção financeira dos pais até o bem- consolidado patrimônio estruturado pelo suor do nosso trabalho.
Viajamos muito! Desde as intermináveis conversas filosóficas no parque Duque de Caxias até as grandes altitudes da Ásia. Conhecemos não só as belezas naturais do Brasil como também os corredores obscuros do pensamento do outro.
Nossos filhos hoje se apresentam pelo mundo. O mais velho mantem acesa a sua curiosidade pelos números e pela ilogicidade da lógica; a caçula vira o país a viajar com a sua companhia de teatro. 30 anos para um e 28 para a outra está bom para você? Já não são mais crianças há muito tempo!
E nós? Nós continuamos na estrada do envelhecimento ainda, e como sou feliz por isso, apaixonados, com saúde, e prontos para seguirmos como um casalzinho recém-formado.
Lembro-me do nosso primeiro aniversário de namoro: éramos ainda estudantes. Impressionante pensar que da jovem e lindíssima moça que você era, floresceu essa senhora deslumbrante por quem me apaixono todos os dias. Gostoso recordar os tempos malucos de juventude nos quais fomos felizes apenas por valorizar as complicações da vida.
Um ano de namoro naquela época me parecia muito, mas hoje vejo o quão rápida é a vida e como eu queria que esses nossos 50 anos de amor tivessem demorado as suas convencionais 5 décadas e não os apressados 365 dias!
Natalia Mitiko Aono,
eu te amo.
Guilherme Arantes - Êxtase
Eu nem sonhava te amar desse jeito
Hoje nasceu novo sol no meu peito
Quero acordar te sentindo ao meu lado
Viver o êxtase de ser amado
Espero que a música que eu canto agora
Possa expressar o meu súbito amor
Com sua ajuda tranqüila e serena
Vou aprendendo que amar vale a pena
Que essa amizade é tão gratificante
Que esse diálogo é muito importante
Espero que a música que eu canto agora
Possa expressar o meu súbito amor
Eu nem sonhava te amar desse jeito
Eu nem sonhava te amar desse jeito
Eu nem sonhava te amar desse jeito
Eu nem sonhava te amar desse jeito
Obrigado, caro leitor, pela leitura dessa declaração de amor. Se virem a moça citada nos escritos, avisem-na de que eu a amo e de que estou procurando por ela para abraçá-la.
Um ano de namoro com quem amo! Sem comentários.
Felicidades Eternas e, nos vemos.
Amor por tempo suficiente para ser feliz
50 anos de um amor louco e incontrolável. Quantos milhões de beijos não umedeceram a minha boca sempre sedenta por uma paixão! Quantas milhares de noites pensando em maneiras de te fazer feliz? Quantas centenas de ocasiões solenes nas quais o nosso amor foi proclamado alto e publicamente! Quantas dezenas de vezes que te quis e não pude te ter ao meu lado. Qual será a minha próxima oportunidade de amar por 50 anos eternamente?
Formamo-nos em Letras e Zootecnia em 2009. Exercemos nas mais diversas instâncias as profissões que escolhemos ainda em 2004, quando, praticamente ainda crianças, prestávamos vestibular. Passamos, paralelamente a esses 50 anos de relação, pelas mais diferentes posições sociais: desde a confortável proteção financeira dos pais até o bem- consolidado patrimônio estruturado pelo suor do nosso trabalho.
Viajamos muito! Desde as intermináveis conversas filosóficas no parque Duque de Caxias até as grandes altitudes da Ásia. Conhecemos não só as belezas naturais do Brasil como também os corredores obscuros do pensamento do outro.
Nossos filhos hoje se apresentam pelo mundo. O mais velho mantem acesa a sua curiosidade pelos números e pela ilogicidade da lógica; a caçula vira o país a viajar com a sua companhia de teatro. 30 anos para um e 28 para a outra está bom para você? Já não são mais crianças há muito tempo!
E nós? Nós continuamos na estrada do envelhecimento ainda, e como sou feliz por isso, apaixonados, com saúde, e prontos para seguirmos como um casalzinho recém-formado.
Lembro-me do nosso primeiro aniversário de namoro: éramos ainda estudantes. Impressionante pensar que da jovem e lindíssima moça que você era, floresceu essa senhora deslumbrante por quem me apaixono todos os dias. Gostoso recordar os tempos malucos de juventude nos quais fomos felizes apenas por valorizar as complicações da vida.
Um ano de namoro naquela época me parecia muito, mas hoje vejo o quão rápida é a vida e como eu queria que esses nossos 50 anos de amor tivessem demorado as suas convencionais 5 décadas e não os apressados 365 dias!
Natalia Mitiko Aono,
eu te amo.
Guilherme Arantes - Êxtase
Eu nem sonhava te amar desse jeito
Hoje nasceu novo sol no meu peito
Quero acordar te sentindo ao meu lado
Viver o êxtase de ser amado
Espero que a música que eu canto agora
Possa expressar o meu súbito amor
Com sua ajuda tranqüila e serena
Vou aprendendo que amar vale a pena
Que essa amizade é tão gratificante
Que esse diálogo é muito importante
Espero que a música que eu canto agora
Possa expressar o meu súbito amor
Eu nem sonhava te amar desse jeito
Eu nem sonhava te amar desse jeito
Eu nem sonhava te amar desse jeito
Eu nem sonhava te amar desse jeito
Obrigado, caro leitor, pela leitura dessa declaração de amor. Se virem a moça citada nos escritos, avisem-na de que eu a amo e de que estou procurando por ela para abraçá-la.
Um ano de namoro com quem amo! Sem comentários.
Felicidades Eternas e, nos vemos.
quarta-feira, 5 de outubro de 2005
Putz, Puto, Pop, Punk
1,84m de altura, 70 Kg de peso (ou seja, magro e alto). Essa é a primeira descrição que se pode fazer de Caramelo, um moço que ainda não é homem e um rapaz que tampouco é moleque.
Certo dia, ele foi numa balada. Mentira; ele foi à balada nos dias certos, errados, duvidosos e confusos. Desde algum tempo ele pontua a sua vida com diferentes agitações noturnas. Na última semana, no entanto, ele saiu cinco vezes. Número, diriam os seus conhecidos, surpreendente, pois ele é um moço calmo e, até certo ponto, caseiro.
Na primeira saída, Caramelo foi ao Café Cancun. Local de curiosa decoração: iguanas subindo pelas paredes, troncos fincados ao chão, música, durante uma boa parte da noite, latina, mulheres tontas pelos infindáveis giros que faziam numa cadeira de barbeiro, coisa de barman (mecanismo interessante para misturar a bebida pinga-da dentro da boca).
Na festa seguinte, Festa Brega, no Campinas Hall, evento que agitou a comunidade universitária de Campinas, o nosso rapaz viu a grandiosidade de uma balada temática: dois grandes ambientes, música do sertanejo ao já passado hit “gasolina”, jovens loucos bêbados e, é claro, cenas iminentes de sexo. Festa divertidíssima, pena que Caramelo esqueceu-se de estar lá.
Evento duplo: teatro cult e vanguardista num quarto escondido, num sebo fechado, nas proximidades do centro de Santo André; balada de alto nível, com banda de bom som, numa casa nobre na cidade do ABC Paulista. Caramelo aproveitou cada minuto dessa noite, dançando, cantando, conversando, chorando (de amor), andando etc.
Por fim, e para terminar em grande estilo, o rapaz, praticamente baladeiro, para variar a faixa etária dos ambientes que freqüentava, foi ao show do Guilherme Arantes ver as tiazonas verterem lágrimas com “Amanhã” e expurgar dos olhos o “Êxtase” que o dominava.
Caramelo terminou essa seqüência de eventos confuso com o seu estar no mundo. Ele não se identificou com nenhuma das tribos que conheceu nesses ambientes. Contudo ele adorou ir a todos esses lugares. Estranho, não?
Questionou a juventude e a maturidade, terminando por optar por nenhuma das duas. Agora ele procura alguém que lhe explique a confusão dos seus sentimentos, a insegurança da sua personalidade e a volatilidade de suas sensações. Pergunta-se constantemente se todo jovem é assim ou se é apenas uma frescura sua. Ele sabe o número de variáveis que constituem tal situação: amor longe, planos apenas projetados, não querer pelo não gostar, querendo, muitas vezes, pelo agradar.
Termino, contudo, sem o fim. Prefiro não adotar, nessa narrativa, a convenção de resolver os conflitos, situações-problema, do meu personagem central. Resolva quem puder, quem quiser.
Felicidades Eternas e, nos vemos.
1,84m de altura, 70 Kg de peso (ou seja, magro e alto). Essa é a primeira descrição que se pode fazer de Caramelo, um moço que ainda não é homem e um rapaz que tampouco é moleque.
Certo dia, ele foi numa balada. Mentira; ele foi à balada nos dias certos, errados, duvidosos e confusos. Desde algum tempo ele pontua a sua vida com diferentes agitações noturnas. Na última semana, no entanto, ele saiu cinco vezes. Número, diriam os seus conhecidos, surpreendente, pois ele é um moço calmo e, até certo ponto, caseiro.
Na primeira saída, Caramelo foi ao Café Cancun. Local de curiosa decoração: iguanas subindo pelas paredes, troncos fincados ao chão, música, durante uma boa parte da noite, latina, mulheres tontas pelos infindáveis giros que faziam numa cadeira de barbeiro, coisa de barman (mecanismo interessante para misturar a bebida pinga-da dentro da boca).
Na festa seguinte, Festa Brega, no Campinas Hall, evento que agitou a comunidade universitária de Campinas, o nosso rapaz viu a grandiosidade de uma balada temática: dois grandes ambientes, música do sertanejo ao já passado hit “gasolina”, jovens loucos bêbados e, é claro, cenas iminentes de sexo. Festa divertidíssima, pena que Caramelo esqueceu-se de estar lá.
Evento duplo: teatro cult e vanguardista num quarto escondido, num sebo fechado, nas proximidades do centro de Santo André; balada de alto nível, com banda de bom som, numa casa nobre na cidade do ABC Paulista. Caramelo aproveitou cada minuto dessa noite, dançando, cantando, conversando, chorando (de amor), andando etc.
Por fim, e para terminar em grande estilo, o rapaz, praticamente baladeiro, para variar a faixa etária dos ambientes que freqüentava, foi ao show do Guilherme Arantes ver as tiazonas verterem lágrimas com “Amanhã” e expurgar dos olhos o “Êxtase” que o dominava.
Caramelo terminou essa seqüência de eventos confuso com o seu estar no mundo. Ele não se identificou com nenhuma das tribos que conheceu nesses ambientes. Contudo ele adorou ir a todos esses lugares. Estranho, não?
Questionou a juventude e a maturidade, terminando por optar por nenhuma das duas. Agora ele procura alguém que lhe explique a confusão dos seus sentimentos, a insegurança da sua personalidade e a volatilidade de suas sensações. Pergunta-se constantemente se todo jovem é assim ou se é apenas uma frescura sua. Ele sabe o número de variáveis que constituem tal situação: amor longe, planos apenas projetados, não querer pelo não gostar, querendo, muitas vezes, pelo agradar.
Termino, contudo, sem o fim. Prefiro não adotar, nessa narrativa, a convenção de resolver os conflitos, situações-problema, do meu personagem central. Resolva quem puder, quem quiser.
Felicidades Eternas e, nos vemos.
quarta-feira, 28 de setembro de 2005
Um dia eu conversei de, com, para e sobre você. Será que foi bom?
Numa chácara. A grama um pouco úmida, o céu um pouco pálido, a música um pouco alta, eu um pouco triste. Dor de um amor quase, aparentemente, não correspondido. É quando me aparece alguém de quem já gostava, mas não sabia que poderia me ajudar tanto. Uma conversa sincera, inédita e docemente reconfortante.
Na extensão da Arcádia. De noite; prenúncio de aula. Os alunos nas salas, os pais bem longe, o restaurante ainda aberto, a rua quase deserta, a música em silêncio, eu angustiado. Sem emprego, sem uma ocupação integral. É quando eu apareço para alguém com quem já convivia mas não sabia o quão compreensiva era essa pessoa. Uma horinha e muito de palavras trocadas e desabafos largados foi o bastante para me devolverem a dedicação da qual se precisa para a construção e realização de um desejo.
Na Pousada do Sol. Na iminência da meia-noite. Início de semana, aniversário de gente, dia de aula, entrevista na faculdade, noite fria, atmosfera enigmática, eu reflexivo. É quando me aparece alguém com quem me dedico a filosofar sobre as mudanças da vida e sobre a vida de mim: o que é o aniversário? Quais são as intenções do tempo para conosco? O que há de tão esquisito entre o nascimento e a morte?
Exemplos mínimos de um corpus farto.
Com quem conversar quando estou triste?
Alegre?
De bom humor?
Desiludido?
Desesperado?
Decantado?
De cara pro chão?
De peito fechado?
Sozinho no salão?
Com mãos pro alto?
De vítima no assalto?
Com fendas no coração?
De lágrimas nos olhos?
De barriga vazia?
Com esperança tardia?
Para quem silenciar quando o meu objetivo é falar? Falar pra quê quando é o zumbido do silêncio que me resolve os conflitos? Conflitos onde se o apoio do meu amigo é a solução para o problema ainda não resolvido? Amigo pra quem se é antes só do que mal acompanhado?
Todos conversam sozinhos. Portas, plantas, ruas e ratos muitas vezes parecem melhores ouvintes do que um semelhante. No entanto, pergunto-me, já sabendo da resposta: quantas vezes não foi bom ouvir o alguém que se preocupa comigo, dizendo palavras carinhosas e ríspidas para a minha alma um tanto sem referência?
Felicidades Eternas e, nos vemos.
Numa chácara. A grama um pouco úmida, o céu um pouco pálido, a música um pouco alta, eu um pouco triste. Dor de um amor quase, aparentemente, não correspondido. É quando me aparece alguém de quem já gostava, mas não sabia que poderia me ajudar tanto. Uma conversa sincera, inédita e docemente reconfortante.
Na extensão da Arcádia. De noite; prenúncio de aula. Os alunos nas salas, os pais bem longe, o restaurante ainda aberto, a rua quase deserta, a música em silêncio, eu angustiado. Sem emprego, sem uma ocupação integral. É quando eu apareço para alguém com quem já convivia mas não sabia o quão compreensiva era essa pessoa. Uma horinha e muito de palavras trocadas e desabafos largados foi o bastante para me devolverem a dedicação da qual se precisa para a construção e realização de um desejo.
Na Pousada do Sol. Na iminência da meia-noite. Início de semana, aniversário de gente, dia de aula, entrevista na faculdade, noite fria, atmosfera enigmática, eu reflexivo. É quando me aparece alguém com quem me dedico a filosofar sobre as mudanças da vida e sobre a vida de mim: o que é o aniversário? Quais são as intenções do tempo para conosco? O que há de tão esquisito entre o nascimento e a morte?
Exemplos mínimos de um corpus farto.
Com quem conversar quando estou triste?
Alegre?
De bom humor?
Desiludido?
Desesperado?
Decantado?
De cara pro chão?
De peito fechado?
Sozinho no salão?
Com mãos pro alto?
De vítima no assalto?
Com fendas no coração?
De lágrimas nos olhos?
De barriga vazia?
Com esperança tardia?
Para quem silenciar quando o meu objetivo é falar? Falar pra quê quando é o zumbido do silêncio que me resolve os conflitos? Conflitos onde se o apoio do meu amigo é a solução para o problema ainda não resolvido? Amigo pra quem se é antes só do que mal acompanhado?
Todos conversam sozinhos. Portas, plantas, ruas e ratos muitas vezes parecem melhores ouvintes do que um semelhante. No entanto, pergunto-me, já sabendo da resposta: quantas vezes não foi bom ouvir o alguém que se preocupa comigo, dizendo palavras carinhosas e ríspidas para a minha alma um tanto sem referência?
Felicidades Eternas e, nos vemos.
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